‘Não vejo motivo para mudar o que está em vigor’, diz especialista sobre variante Ômicron

São Paulo conta com 3 casos da nova cepa; em entrevista ao Morning Show, Hélio Magarinos Torres Filho alertou para a importância da campanha de vacinação

  • Por Jovem Pan
  • 01/12/2021 13h14
Reprodução/Jovem PanO patologista Hélio Magarinos Torres Filho foi o convidado desta quarta-feira, 1, do programa Morning Show

Nesta quarta-feira, 1, o programa Morning Show, da Jovem Pan, recebeu o patologista clínico Hélio Magarinos Torres Filho. Em entrevista, ele falou sobre a variante Ômicron, que já foi identificada em 3 casos confirmados de coronavírus em São Paulo. “Não se tem muita informação concreta, mas até o momento não existem motivos para ter preocupação em relação a casos de doenças graves ou mortes em relação a essa variante. Não se sabe se ela é mais infectante, as mutações descritas indicam uma possibilidade, mas não tem dados clínicos suficientes”, disse ele, que também falou sobre os sintomas da nova cepa nos infectados. “Os pacientes tinham doenças leves ou assintomáticas. Até o momento é um estado de atenção, mas não de alarme. Não tem dados que digam que a vacina não funcione. É importante continuar com a campanha de vacinação, isso é a coisa mais importante”, enfatizou.

Torres Filho ainda opinou sobre a possibilidade de uma retomada de medidas de restrição e distanciamento. Para ele, até o momento, ações como essa não são necessárias, mas é indispensável a adesão ao uso de máscaras e a vacinação em dia. “Eu não vejo motivo para mudar o que está em vigência no momento. Não tem motivo ainda pra dizer que devemos mudar tudo. Devemos continuar usando máscaras, tomando as medidas de precaução. Quem não tomou a dose de reforço, deve tomar. Como acontece com a maioria dessas viroses, vão criando mutações que se adaptam. O mais importante para evitar é diminuir a circulação do vírus. A vacinação é o que realmente consegue diminuir a circulação do vírus. Vão aparecer novas variantes e provavelmente talvez tenha que fazer uma atualização das vacinas, mas o mais importante é diminuir a circulação.”

Confira na íntegra a entrevista com Hélio Magarinos Torres Filho: