Ana Paula Henkel: Assim como EUA, Brasil precisa adotar opção de recall para avaliar gestores

Trasmissão feita pelo ministro Gilmar Mendes e pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, foi debatida no programa ‘Os Pingos Nos Is’

  • Por Jovem Pan
  • 30/07/2021 20h14 - Atualizado em 30/07/2021 22h00
DENNY CESARE/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO - 29/11/2020Para comentarista, Brasil poderia ter recall nas eleições

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou em transmissão ao vivo ao lado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, nesta sexta-feira, 30, que “dificilmente” o voto auditável será aprovado pela comissão especial da Casa. Com o fim do recesso, o tema voltará ao debate no colegiado na próxima semana. No entanto, após reuniões arquitetadas por ministros do STF, a maioria dos líderes partidários já se declarou contra a medida. Na transmissão, feita pelo ConJur, Lira afirmou que uma PEC do voto impresso está parada no Senado desde 2015 e disse que confia no sistema eleitoral, mas está aberto a aperfeiçoamentos. Ele avaliou, ainda, que o Centrão ajudaria a governar com responsabilidade no caso da adoção do semipresidencialismo, que prevê a figura do primeiro-ministro, mas mantém poderes presidenciais. Mendes, por sua vez, explicou que uma eventual mudança de sistema de governo deve ser feita pelo Congresso via Proposta de Emenda Constitucional (PEC).

A comentarista do programa “Os Pingos Nos Is”, da Jovem Pan, Ana Paula Henkel, criticou a fala de Mendes, que não leva em consideração o desejo da população. “O semipresidencialismo, presidencialismo, parlamentarismo e até monarquia precisa de um referendo sim. A população precisa ser ouvida, precisa de um plebiscito, precisa de um referendo e dentro dessa reforma política que nós temos que começar a conversar, acho que o brasileiro não pode aceitar nenhuma reforma política sem uma ferramenta que funciona muito bem. Aqui nos Estados Unidos, e que é possível colocar no Brasil, que é o recall, porque hoje a gente só tem o impeachment no Brasil e sabe bem que o impeachment acaba sendo uma arma política”, opinou, lembrando que aqueles políticos que têm aliados terminam sem serem tirados do cargo e que nos EUA o recall depende unicamente da satisfação da população, que já chamou na Califórnia uma votação contra o governador Gavin Newson. “A gente tem que começar a discutir a reforma política sim, mas sem opinião da população não”, disse.

Confira o programa ”Os Pingos Nos Is” desta sexta-feira, 30, na íntegra: