Ana Paula: Impressionante como o presidente da CPI não sabe a diferença entre vacina e tratamento precoce

Depoimento do deputado Osmar Terra na CPI da Covid-19 e atuação dos senadores foi comentada no programa ‘Os Pingos Nos Is’

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2021 19h33 - Atualizado em 23/06/2021 19h50
Edilson Rodrigues/Agência Senado - 09/06/2021Senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid-19

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) prestou depoimento à CPI da Covid-19 nesta terça-feira, 22, após ser apontado como membro do chamado gabinete paralelo do governo federal. O parlamentar admitiu que errou nas previsões feitas no início da pandemia e afirmou que as novas cepas mudaram o rumo da crise sanitária. Durante seu depoimento, Terra também criticou as medidas de restrição. “Em um ano já dá para ver isso, que não teve nenhum efeito. 500 mil mortes, será que isso é um resultado positivo do lockdown e da quarentena que os governadores promoveram?”, questionou. Perguntado sobre o aconselhamento paralelo ao presidente, o deputado afirmou que “não tem poder” sobre ele e que Bolsonaro tem o direito de ouvir quem quiser. “O presidente fala o que ele quer falar, fala do jeito que ele entende”, completou. 

A comentarista do programa “Os Pingos Nos Is”, da Jovem Pan, Ana Paula Henkel, reforçou um dos pontos abordados por Osmar Terra em seu depoimento: o papel dos Estados e municípios no combate a pandemia. “Até agora não conseguimos chegar a nenhuma resposta pertinente para essas perguntas, sobre o que aconteceu com o nosso dinheiro que foi repassado para a pandemia nos Estados e municípios”, disse. Ana Paula também criticou o presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM). “Impressionante como o presidente de uma CPI que supostamente investiga uma doença mundial não sabe a diferença entre prevenção, ou seja, as vacinas, e o tratamento”, afirmou. “Para quem contraiu a doença, não adianta dar a vacina, precisa sim o tratamento precoce, o tratamento imediato, e a vacina para prevenir, principalmente nos casos de pessoas mais idosas”, completou. Para a comentarista, chamar o presidente de “genocida”, como feito por alguns membros da Comissão, é desrespeito com a história. “Usar genocídio como qualquer outra palavra é um absoluto desrespeito histórico com quem realmente sofreu com regimes totalitários”, declarou.  

Confira o programa “Os Pingos Nos Is” desta terça-feira, 22, na íntegra: