Augusto: ‘Ministros do STF agem providos de poder que eu só vi em ditaduras’

Comentarista elogiou o novo presidente da Corte, Luiz Fux, e criticou Gilmar Mendes: ‘Adora decisões monocráticas para fazer bobagens’

  • Por Jovem Pan
  • 16/10/2020 20h36
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilEm live, Fux afirmou que a Corte será "desmonocratizada" em breve

O comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, elogiou nesta sexta-feira, 16, o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que durante videoconferência promovida pelo portal Consultor Jurídico (Conjur) afirmou que a Corte será “desmonocratizada” em breve, para que as decisões do tribunal “sejam sempre colegiadas, em uma voz uníssona daquilo que a Corte entende sobre as razões e os valores constitucionais”. “As decisões do Fux têm sido corretas, e essa ideia de fazer o plenário volta a funcionar é corretíssima”, afirmou Augusto. Ele criticou, no entanto, o ministro Gilmar Mendes, que na mesma live alfinetou Fux, ao dizer que é preciso acabar com a “demagogia” de restringir as decisões liminares individuais.

Para o comentarista, a reação de Gilmar “significa que Fux está no caminho certo”. “Porque não diminuem as férias? Descansam demais os ministros, o Gilmar vai para Portugal e outros países toda hora. Nem precisa falar em recuperar a imagem do Supremo que está péssima, é só Fux seguir nesse caminho que o povo brasileiro vai saber que o comportamento dele é diferente do de outros ministros, que agem providos de poderes que eu só vi em ditaduras, e são homens e mulheres, a maioria dos quais, medíocres”, disse.

“Claro que o Gilmar Mendes não gosta disso [decisão de Fux], ele se considera presidente do Judiciário. Ele adora decisões monocráticas para fazer as bobagens de um homem que nasceu para ser empresário da educação, e não ministro do Supremo. (…) O Gilmar Mendes diz que é preciso respeitar a inteligência alheia, ele precisa respeitar a nossa, diz que a medida é positiva mas demagógica, diz que não vai funcionar porque os ministros estão com excesso de processos a julgar. Se for isso, porque acabaram com a possibilidade de condenação após segunda instância, que faz com que cheguem ao Supremo milhares de processos que não cabem ao Supremo julgar?”, afirmou Augusto, citando o caso do traficante do PCC André do Rap, cujo habeas corpus foi concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello.