Augusto Nunes defende volta às aulas presenciais: ‘Não funciona ensino à distância no Brasil’

Ministério da Educação recuou e estendeu para o ano que vem a autorização para o ensino remoto; ‘O que não pode é as multidões continuarem existindo’, afirmou o comentarista

  • Por Jovem Pan
  • 10/12/2020 21h31 - Atualizado em 10/12/2020 21h33
Youtube/Os Pingos nos IsAugusto Nunes, comentarista do programa Os Pingos nos Is

Após determinar o retorno das aulas presenciais em universidades públicas e privadas de todo o Brasil a partir do dia 1º de março de 2021, o Ministério da Educação (MEC) recuou. Nesta quinta-feira, 10, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, homologou resolução do CNE (Conselho Nacional de Educação) que estende para o ano que vem a autorização para as aulas remotas na educação básica e superior. O documento não estabelece uma data limite, mas diz que a permissão se manterá enquanto as “condições sanitárias locais trouxerem riscos às atividades presenciais”. O comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, defendeu a volta às aulas presenciais. Segundo ele, aula à distância “não funciona no Brasil”.

“Chega desse negócio de aula à distancia. Não funciona. O Brasil não tem condições técnicas de adotar o ensino à distancia. Muita gente não tem sequer um computador, as crianças que tem que aprender com os pais não tem a menor noção do que estão estudando. É hora de retomar a aula normal. Vamos começar a conviver com o vírus agora. O que não pode é as multidões continuarem existindo”, afirmou. De acordo com ele, acontece uma hipocrisia, já que nas ruas comerciais há muitas pessoas sem máscara. “Isso é um abuso. Você tem que respeitar regras de distanciamento e usar máscaras. Não conhecemos o vírus, teremos que aprender com ele, e a vacina não pode ser obrigatória. Mas acho que os laboratórios terão o mínimo de cuidado para não colocar uma bomba ao alcance das pessoas. O pessoal que está fazendo a vacina precisa ter cuidado, não pode ter pressa demais”, disse Augusto.

Assista ao programa na íntegra: