Augusto Nunes se declara ‘em desobediência civil’: ‘Vou festejar o Réveillon’

Comentarista se manifestou contra o endurecimento das medidas de restrições devido ao aumento de casos da Covid-19: ‘Nenhum governador tem poder para me deixar em casa. Vai ter festa’, afirmou

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2020 21h12 - Atualizado em 03/12/2020 21h20
Jovem PanAugusto Nunes, comentarista do programa Os Pingos nos Is

O comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, declarou nesta quinta-feira, 3, que “está em desobediência civil” e que vai festejar o Réveillon, mesmo com o endurecimento do isolamento social e das medidas de restrição devido ao aumento de casos da Covid-19 no Brasil, sobretudo em São Paulo. “Posso até passar o meu endereço para os órgãos competentes e mandem a polícia ir para ver o que acontece. Quero mandado e autorização para invadir propriedade, que provem que estou ameaçando alguém. Não vou deixar de festejar o Réveillon por uma ordem que não se sustenta em uma lei. Nenhum governador tem poder para me deixar em casa. Vai ter festa”, afirmou o comentarista. Com limitações no funcionamento do comércio e serviços, o Estado de São Paulo retornou para a fase amarela do plano São Paulo de flexibilização. Ao todo, seis regiões, incluindo a capital paulista, regrediram da fase verde, enquanto outras 11 regiões já se encontravam na fase amarela, que passa a valer para todo o estado.

Segundo Augusto, a medida tomada pelo governador João Doria, assim como pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), que decretou o toque de recolher em todo o estado numa tentativa de conter o avanço da pandemia, é uma “epidemia de autoritarismo”. “Estou cansado desse autoritarismo mambembe. Isso vai ser recebido com uma imensa gargalhada pelo povo que está aprendendo com o que lida, um vírus desconhecido pela ciência, e o que funciona não é o lockdown. O que tem funcionado são as medidas de distanciamento, como mostram os esportistas, bares e restaurantes funcionando sem problemas. Assim você resolve enquanto esperamos as vacinas sérias que virão”, disse o comentarista. Augusto ressaltou que “não duvida” que a CoronaVac seja séria, mas que só vai considerar isso quando o imunizante deixar “de ser instrumento político” e “passar a ser testado em número suficiente de pessoas”. Doria afirmou, nesta quinta que está indignado com a previsão do governo federal de iniciar a vacinação contra a Covid-19 em março e assegurou que, em São Paulo, a imunização vai acontecer a partir de janeiro.

Confira o comentário na íntegra: