‘Fomos surpreendidos por reunião de partidos’, diz Bia Kicis sobre aliança contra voto impresso

Deputada federal participou do programa Os Pingos Nos Is desta segunda-feira, 28, e falou sobre a proposta

  • Por Jovem Pan
  • 28/06/2021 20h13 - Atualizado em 28/06/2021 20h57
Reprodução/Jovem PanTexto da deputada exige a impressão de cédulas em papel na votação e na apuração de eleições, plebiscitos e referendos no Brasil

O relator da PEC do voto impresso na Câmara dos DeputadosFilipe Barros (PSL-PR), apresentou nesta segunda-feira, 28, o relatório da proposta à comissão especial. O texto da deputada Bia Kicis exige a impressão de cédulas em papel na votação e na apuração de eleições, plebiscitos e referendos no Brasil. Pela proposta, as cédulas poderão ser conferidas pelo eleitor e deverão ser depositadas em urnas de forma automática e sem contato manual, para fins de auditoria. A entrega do parecer ocorre em meio a incertezas sobre a viabilidade da mudança, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. No sábado, presidentes de 11 partidos, incluindo aliados ao governo federal, saíram em defesa da urna eletrônica. Juntas, as siglas congregam 326 dos 513 deputados. Mesmo com as disputas internas nas legendas, o número indica que o governo deve enfrentar dificuldades para aprovar a adoção do voto impresso para as eleições 2022. O presidente da Comissão Especial que examina a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), deputado Paulo Eduardo Martins, diz que a articulação contra o voto impresso é preocupante.

Entrevistada no programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, desta segunda-feira, 28, Bia Kicis falou sobre o tema e afirmou que os apoiadores do voto impresso foram surpreendidos pela reunião dos presidentes dos 11 partidos e que os técnicos de T.I. do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “convencem os ministros de que a alteração é prejudicial ao sistema eleitoral”. “Nós fomos surpreendidos pela reunião dos partidos, dos 11 presidentes que fecharam questão contra o voto impresso. Isso é lamentável e chega a ser um grande absurdo, porque não há motivo para isso, a não ser a resistência do TSE e o poder que o ministro do TSE parece exercer sobre a Casa Legislativa. Na verdade, não é nem uma posição fechada do ministro, a gente sabe que é uma posição dos técnicos do TSE, que acabam os ministros que não conhecem nada do sistema de T.I. É muito lamentável isso, mas nós não vamos desistir. O deputado Filipe Barros está lendo seu relatório, que está um primor, nós fizemos 13 audiências, ouvimos 27 especialistas e todos afirmaram que o sistema é vulnerável e dizem que o voto impresso trará um aprimoramento na urna eletrônica e trará segurança e transparência”, declarou a deputada.

Confira a íntegra da edição do programa Os Pingos Nos Is desta segunda-feira, 28: