‘Moraes está fazendo oposição política ao governo dentro do TSE’, avalia Fiuza
Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal tem até o dia 28 de janeiro para tomar depoimento do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o vazamento do inquérito sigiloso que apura um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo foi estabelecido por um despacho nesta terça, 18. No dia 29 de julho de 2021, o presidente divulgou, durante uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, a íntegra de um inquérito sigiloso da PF a respeito de uma invasão de hackers aos sistemas do TSE durante as eleições de 2018. Segundo o Tribunal, o fato dos invasores terem tido acesso a códigos-fonte não alterou o processo eleitoral, já que não houve alteração nas urnas eletrônicas. O tema foi debatido no programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan News, e o comentarista Guilherme Fiuza avaliou que Moraes tenta antagonizar o presidente através do Poder Judiciário.
“Esse é o desenho da eleição: Alexandre de Moraes, que vai presidir o TSE, vai ficar fazendo política e tentando polarizar com o presidente da República, como já vinha fazendo antes, e agora vai passar a fazer isso de forma mais ostensiva. A gente pode afirmar categoricamente que é isso que acontece porque 100% das ações do Alexandre de Moraes no STF que tem alguma referência ao governo, ao presidente, são contrárias ao governo e ao presidente. Está fazendo oposição política ao governo dentro do Tribunal Superior Eleitoral. Uma instituição como a máxima corte judiciária não pode ser um crivo político ao presidente, ao grupo político dele. Esses inquéritos nos quais o Alexandre de Moraes age com total liberdade e cria hipóteses e sentencia, ele faz isso para fazer esse jogo de cena. O mérito em si está equivocado, porque o que tivemos foi a violação desse sistema eleitoral, que é altamente vulnerável. O presidente fez este alerta sobre essa fragilidade e o TSE fecha os olhos para a violação. Quem tem a garantia de que não será violado de novo? Ninguém tem essa garantia, porque o sistema não foi aprimorado, não se criou o voto auditável. Se criou um conselho que tem alguns integrantes das forças armadas que o presidente confia que vão poder dar alguma salvaguarda ao processo. Essa cena vai se repetir: o ministro Alexandre de Moraes fazendo ações diretamente contra o presidente para fazer política. É o ano de eleição e ele quer polarizar com o presidente que é candidato à reeleição”, comentou Fiuza.
Confira a edição de Os Pingos Nos Is desta terça, 18:
[jp-related-posts ids=”1211170,1211105,1211145″]
continue lendo
Política
Fachin nega pedido para julgar Moraes e Mendonça juntos, mas marca nova sessão
Pedido foi negado neste sábado (12)
- Medalista olímpica, Leila do Vôlei tenta reeleição ao Senado pelo DF Júlia Lara · há 1 semana
- Renan Santos formaliza pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli, do STF Marcelo Bamonte · há 1 semana
- Alexandre Kalil, o ex-presidente do Atlético-MG, que foi prefeito de BH e agora quer o governo de MG Sarah Américo · há 1 semana
- Vorcaro perguntou se devia ‘estar fora’ para Moraes dois dias antes de ser preso Fernando Keller · há 2 semanas