Candidato à Prefeitura de SP, Levy Fidelix diz que prefeito é ‘zelador e precisa pensar no povo’

Fidelix participou do programa Pânico nesta segunda-feira, 5, e abordou seus principais projetos para a capital; ele afirmou que o opositor Celso Russomanno (Republicanos) tem usado seu slogan de campanha ‘de forma indevida’

  • Por Jovem Pan
  • 05/10/2020 14h25 - Atualizado em 05/10/2020 14h31
Reprodução/ FlickrLevy Fidelix participou do programa Pânico e falou sobre suas propostas para a Prefeitura de São Paulo

O candidato à prefeitura de São Paulo pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Levy Fidelix, participou do programa Pânico nesta segunda-feira, 5. Na entrevista, ele comentou sobre o funcionamento do PRTB e o que pensa para a cidade. “No nosso partido cada um paga 10% do que recebe e vamos levando, é o clube da democracia. Na minha campanha vamos usar R$ 0 do fundo partidário, porque achei melhor. Pra quê usar esse dinheiro enquanto o povo está passando fome? Isso é um escárnio”, disse. Segundo ele, o seu slogan “Deus, Pátria e Família” está sendo usado de forma indevida por Celso Russomanno (Republicanos). “Nosso partido existe há 28 anos. Sempre primamos pelos interesses nacionais, as cores da pátria, defender as causas da família. Esse é o slogan do PRTB e o Russomano já falou isso no primeiro dia”, criticou.

Presidente do partido que tem como membro o vice-presidente Hamilton Mourão, Levy comentou brevemente sobre o convite do então candidato à presidência, Jair Bolsonaro, para formarem aliança nas eleições 2018. “Estava em casa quando recebi uma ligação do Jair, ele queria o Mourão para vice e propôs dividir a direita e eu respondi tá bom. Na época ele prometeu três ministérios, entre eles o ministério da infraestrutura, mas não deu certo, eu não cobrei mais nada e temos o vice-presidente lá”, disse. Entre as suas propostas, Levy falou sobre levar a tecnologia para as escolas no programa “Escola Digital” com lousa digital e ipads para cada aluno estudar durante a pandemia da Covid-19 e implementar o Plano de Assistência à Saúde do Paulistano (PASP), um cartão com todas as informações sobre a saúde dos munícipes que seriam atendidos na rede pública e privada” de forma rápida e eficiente”, além de apoiar a telemedicina nesse período. “Eu quero ser prefeito porque faria com que essa máquina [do Estado] fosse usada pelo usuário e pelo contribuinte como precisa ser usada. O prefeito é um zelador. É necessário que ele entenda que exerce um comando como um síndico de prédio. Hoje não vemos essa consciência, ele só quer ganhar a campanha, depois passa para outro e o povo fica aí”, disse.

Ao ser questionado sobre o que acha de ter suas ideias ridicularizadas pelos concorrentes, Levy afirmou que suas propostas foram copiadas e colocadas em prática depois. “O homem criativo e de ideias novas num primeiro momento fazem escárnio dele, depois as ideias são discutidas e no fim são reconhecidas. Tudo o que eu fiz e propus está sendo reconhecido agora. É o anel viário que mudaram para Rodoanel, é o aerotrem que dizem que é monotrilho, disse que teria que desonerar a cesta básica e estão fazendo agora”, comentou. De acordo com ele, se a corrida eleitoral fosse justa em termos econômicos sua campanha seria mais conhecida. “A proporção dos recursos investidos fazem você ser reconhecido. O certo seria o Fundo Partidário não existir para ninguém e que todo mundo se virasse”, finalizou.

Assista trechos da entrevista com o candidato à prefeitura de SP, Levy Fidelix: