‘Esquerda precisa demonizar os outros para monopolizar a virtude’, diz Constantino

Em entrevista ao Pânico, comentarista da Jovem Pan afirmou que progressistas se recusam a debater com quem pensa diferente: ‘Não se sustentam numa conversa entre adultos’

  • Por Jovem Pan
  • 20/10/2021 16h29 - Atualizado em 20/10/2021 16h30
Reprodução/PânicoRodrigo Constantino foi o convidado do programa Pânico desta quarta-feira, 20

Nesta quarta-feira, 20, o programa Pânico recebeu o comentarista da Jovem Pan Rodrigo Constantino. Em entrevista, ele falou sobre sua visão em relação ao comportamento de pessoas de viés ideológico de esquerda em discussões políticas. “O cancelador é o cara que procura gente para ter a vida destruída, é pior que a tia carola fofoqueira da esquina. Eles são inseguros em relação ao que acreditam, porque não se sustentam numa conversa entre adultos. Se sentem pessoas do bem, é uma cruzada moral. Não discutem os meios, como proteger as minorias, eles não querem isso. Precisam demonizar os outros para terem o monopólio da virtude, só eles são ‘do bem’. Não se discute ideias, se diz que o cara é do mal, negacionista, odeia pobres.”

Por outro lado, para Constantino, o conservadorismo se apega em bases que deram certo no passado, e atrai simpatizantes que buscam avanços em áreas como a segurança pública. “O conservador é aquele que prefere o familiar ao desconhecido. Do ponto de vista social, o conservador respeita tradições com humildade. Não dá para brincar impunemente se você não sabe a consequência. A turma vai forçando a barra, evolução é importante desde que construa em cima dos pilares. O que essa turma quer fazer é lacrar, impor uma visão de mundo ideológica. O seu Zé e a dona Maria olham para isso assustados, e a gente dá voz, é uma coisa ideológica, estão tentando impor. Para mim, é uma coisa ligada ao bom senso. Isso é besteira. Eu não acho que esse nosso público seja conservadorista ou bolsonarista, querem tocar sua vida, tem suas vidas, querem emprego e segurança. Quer dizer que você quer preservar certas coisas.”

Constantino falou também sobre os motivos que o levaram a se mudar para os Estados Unidos. Além da insegurança com a eleição de Dilma Rousseff, o economista na época se sentia temeroso com os comentários que sua filha ouvia sobre ele na escola. “Eu já tinha o sonho de morar fora, nasci em 4 de julho, acho que os Estados Unidos representam a liberdade, tem mais liberdade que a média. Quando vem a vitória da Dilma numa eleição suspeita, eu olhei e falei: ‘Basta’. Queria respirar ares livres. Minha filha estudou numa escola onde o professor começa a mencionar meu nome, pensei que aquilo daria problema, ainda mais no Rio de Janeiro. No dia da eleição, minha mulher me olhou e disse: ‘Vamos embora’. Foi rápido, estou lá há mais de 6 anos, feliz e com saudades de muitas coisas do Brasil. Se porventura eu voltasse, seria São Paulo, porque o Rio está decadente, assim como os veículos de comunicação do Brasil.”

Confira na íntegra a entrevista com Rodrigo Constantino: