Leo Dias: Produtores querem ação do poder público para retomada de eventos

Leo Dias e Ligia Mendes conversaram com profissionais do setor sobre as dificuldades enfrentadas durante a pandemia

  • Por Jovem Pan
  • 19/10/2020 13h16
Reprodução/Instagram/beloBelo já fez alguns shows no formato drive-in, além de apresentação com público reduzido em camarotes separados

O setor de eventos foi o primeiro a parar no início da pandemia de Covid-19 e, mesmo com a reabertura econômica em muitas cidades brasileiras, segue engatinhando entre shows drive-ins e apresentações com público isolado e reduzido. O Tô na Pan desta segunda-feira (19) conversou com os produtores e empresários Marcelo Vital, Pedro Mota e Marcelo Brito sobre a situação atual dos eventos no país. Vital, que produz os shows Jardim do Samba, no Rio de Janeiro, disse que foi fundamental o apoio das autoridades locais para o retorno das atividades do setor. “Esse evento só aconteceu por causa da junção do poder público com as empresas que represento. O governador e prefeito do Rio compraram a causa e entenderam que evento é coisa séria, movimenta empregos.”

Pedro Mota, que organiza produções culturais no Recife, concordou com o colega ao ressaltar que não é só o lazer da sociedade em jogo, mas toda uma indústria paralisada com a falta de eventos. “É uma questão socioeconômica e de necessidade das pessoas trabalharem. Existe toda uma cadeia econômica em volta do entretenimento. E existem as características de cada estado, mas também existe o jogo político e estamos à beira de uma eleição. Não podemos fazer de conta que isso não interfere na volta ou não dos shows”, apontou.

Pensando já no Carnaval 2021, Marcelo Brito, empresário de Léo Santana e outros artistas da Bahia, disse não esperar a realização do evento oficialmente no próximo ano, mas acredita na mobilização popular para a realização de festas nas ruas. “As pessoas não devem ficar em casa, elas provavelmente farão seus grupinhos e ir para rua, fazer fantasias e sair com os amigos para curtir de boa. Na minha opinião, oficialmente, com a mega estrutura organizada pelos órgãos públicos, acho difícil acontecer em fevereiro.