Professor universitário é preso acusado de abusar de quatro menores no RJ

Investigações apontaram que o professor explorava a carência financeira de famílias em vulnerabilidade social

  • Por Jovem Pan*
  • 10/03/2026 19h48
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Freepik Imagem não explícita de abuso de crianças Investigação que desencadeou a prisão do professor teve início a partir da troca de informações com organismos internacionais

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira (10) um professor universitário suspeito de abusar sexualmente de quatro menores de idade, além de produzir e armazenar vídeos e fotografias dos abusos. O advogado e professor de Direito Penal foi preso em casa, no bairro do Grajaú, na zona norte do Rio. A identidade dele não foi divulgada e, por isso, não foi possível localizar sua defesa.

As investigações apontaram que o professor explorava a carência financeira de famílias em vulnerabilidade social auxiliadas por um projeto de assistência jurídica do qual ele fazia parte e usava da relação de confiança como advogado para aliciar crianças e adolescentes.

Durante as diligências desta terça-feira, os agentes encontraram na casa do suspeito substâncias entorpecentes, que serão objeto de apuração. Os policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) cumpriram um mandado de prisão temporária por estupro de vulnerável e produção e posse de pornografia infantil.

Segundo a Polícia Civil do Rio, a investigação teve início a partir da troca de informações com organismos internacionais, que apontavam a produção e o armazenamento de imagens de pornografia infantil em aparelhos eletrônicos vinculados ao homem.

“A partir de intenso trabalho investigativo, cruzamento de dados e análise de inteligência, os agentes da DCAV identificaram duas vítimas, de 10 e 14 anos, ambas moradoras de comunidade do Rio, havendo ainda indícios da existência de outras vítimas”, informa a polícia.

“Como forma de atrair e manter a proximidade com as vítimas, ele oferecia pequenos benefícios, especialmente lanches e alimentos, criando um ambiente de aparente informalidade e confiança”, diz a corporação.

*Estadão Conteúdo

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