Trump diz que seu acordo com Irã é ‘muito melhor’ que o de Obama e ‘garantirá paz’ global
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que se um acordo com o Irã for fechado sob seu governo “ele garantirá paz, segurança e proteção” e “será muito melhor” do que o acordo nuclear feito com o país iraniano em 2015, durante mandato de Barack Obama e continuado durante a presidência de Joe Biden. “Um dos piores acordos já feitos em relação à segurança do nosso país”, escreveu Trump em um post na rede social nesta segunda-feira (20).
O republicano criticou o antigo o acordo e disse como ele era uma ameaça à segurança nacional, uma “vergonha” para o país americano, além de um caminho certeiro para armas nucleares. “Se eu não tivesse rescindido esse “acordo”, armas nucleares teriam sido usadas contra Israel e em todo o Oriente Médio, incluindo nossas valiosas bases militares americanas”, argumentou.
Trégua dos EUA com o Irã
Donald Trump já havia declarado, também nesta segunda-feira, que a trégua com o Irã acaba na noite de quarta-feira (22) e que é “altamente improvável que o cessar-fogo se estenda” para além das duas semanas dadas. A trégua entre EUA e Irã começou no dia 7 de abril.
A declaração foi dada em entrevista à Bloomberg e vem em um momento delicado do cessar-fogo entre os dois partidos devido às recentes acontecimento, sendo um deles o ataque e captura de um navio do Irã pelas forças dos Estados Unidos.
Outro ponto de tensão e em relação às negociações é que a delegação dos Estados Unidos está a caminho do Paquistão para segunda rodada de negociações. Entretanto, os iranianos informaram no domingo (19) que não tem interesse em participar, eles alegam que os Estados Unidos têm feito “exigências excessivas” e “demandas irracionais”. “Nessas condições não se vislumbra um cenário claro para negociações bem-sucedidas”, disse a agência Irna.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, porém, declarou mais uma vez que rejeita os esforços de paz dos EUA e que o país não vai se submeter a eles. “Persiste uma profunda desconfiança histórica do Irã em relação à conduta do governo dos EUA, enquanto sinais contraditórios e pouco construtivos de autoridades americanas transmitem uma mensagem amarga: elas buscam a rendição do Irã. Os iranianos não se submetem à força”, declarou em um post no X nesta segunda-feira.
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