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O presidente pode acabar com o Bolsa Família sozinho?

Programa é sustentado por lei e pelo Orçamento; Executivo administra a política, mas mudanças estruturais precisam respeitar o Congresso

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Palácio do Planalto à noite.
Palácio do Planalto à noite Divulgação

O Bolsa Família voltou ao centro da campanha de 2026 depois que montagens atribuíram a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de extinguir o programa. A Jovem Pan analisou o plano do candidato e mostrou que essa proposta não aparece no documento apresentado à Justiça Eleitoral.

Independentemente da disputa eleitoral, um presidente não pode simplesmente ignorar a legislação que estrutura uma política pública. O Bolsa Família tem regras definidas em lei e depende de recursos previstos no Orçamento da União.

O Executivo possui margem para administrar o programa, regulamentar procedimentos e propor mudanças. Alterações que dependam de revogação ou modificação da lei precisam passar pelo processo legislativo.

O orçamento também funciona como limite. O pagamento dos benefícios precisa estar previsto nas despesas federais e compatível com as regras fiscais em vigor.

Lula (PT), candidato à reeleição, tem usado a manutenção e a expansão de programas sociais como uma das bandeiras de campanha. Flávio, senador pelo Rio, afirmou que não pretende acabar com o Bolsa Família e rebateu as peças que circulavam nas redes.

Por isso, além das posições dos candidatos, é importante separar promessa política de poder institucional: uma mudança profunda em um programa desse porte envolve Presidência, Congresso, legislação e Orçamento.

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