‘Novo ministro da Justiça sabe dos limites da pasta em relação à PF’, diz presidente de associação
O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, afirmou que o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, “conhece muito bem e sabe dos limites da atuação do governo em relação à Polícia Federal“. Para ele, a expectativa é de que Torres saiba tramitar bem dentro desses limites. “Se tratar a PF como Polícia de Estado, procurar fortalecê-la e fazer boa coordenação, ele estará indo bem”, acredita.
Anderson Torres é o terceiro no comando da pasta neste governo e entrou na dança das cadeiras nesta segunda-feira, 29, envolvendo seis ministérios. No início de 2019, Sergio Moro era o responsável pela Justiça e Segurança Pública. Em abril do ano passado quem assumiu foi André Mendonça, que agora volta para a Advocacia-geral da União. Mendonça é o mais cotado para ser o “ministro terrivelmente evangélico” que vai assumir a cadeira de Marco Aurélio Mello em julho no Supremo Tribunal Federal (STF).
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Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Paiva afirmou que já havia uma expectativa de mudança no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública — mas não era esperada para o primeiro semestre. “O nome de Anderson sempre foi um dos mais cotados para assumir a pasta. Então não há uma surpresa muito grande, talvez só pelo momento. Entendemos que ele tem todos os conhecimentos para conduzir a pasta e fortalecer a Polícia Federal”, completou.
Para o presidente da ADPF, Anderson Torres tem bom conhecimento tanto de Justiça, quanto de Segurança Pública e também como assessor no parlamento. Isso deve dar base para o trato de alguns temas, além da tentativa de reverter o sentimento de abandono que os profissionais do setor sentem em relação a políticas governamentais. Quanto a relação com o governo federal, Edvandir Paiva acredita que o ministro só deve interferir quando for imprescindível — não em debates políticos.