Novo aumento dos combustíveis preocupa motoristas; postos dizem que alta ‘é inevitável’
A cada semana um susto. “ A coisa está ficando meio complicada, o combustível sobe e tudo sobe. A cesta básica principalmente né.” A indignação do auditor Vinicus Rettore é a mesma de milhares de brasileiros pelo quinto aumento no ano do preço da gasolina, desta vez em 4,8%, R$ 0,12 por litro. Com isso, o combustível está sendo vendido às distribuidoras por R$ 2,60 e as altas não param por aí. O óleo diesel e o gás de botijão comercializados nas refinarias, também subiram. O diesel teve elevação de 5%: ou R$ 0,13 por litro, passando a custar R$ 2,71. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, sobe 5,2%. O preço para as distribuidoras já tem R$ 1,90 a mais. O botijão de 13 Kgs custa R$ 36,69.
O presidente do Sincopetro, José Alberto Paiva Gouveia aponta que não há o que fazer e o repasse para a bomba é inevitável. “Logicamente, as companhias já passaram para os postos”, disse. Quem chega no posto de combustível tem que preparar o bolso, a partir de agora está mais caro encher o tanque, a queixa é geral porque, no final das contas, a corda sempre estoura para o lado mais fraco: o do consumidor. O analista de marketing, Rodrigo Vidal diz que das últimas semanas pra cá desembolsa cada vez mais. “Dói no bolso. Do nada ficou um R$ 1 mais caro. Assustador, assustador”, opina. Quem depende de combustível para trabalhar indica que a situação não está nada boa. É o caso do taxista José Carlos Farias.Ele conta que como se não bastasse a queda do movimento devido a pandemia do coronavírus o cenário é agravado pelos sucessivos aumentos. “Se continuar assim fica impraticável, aumentar a tarifa é impossível, repassar isso para o passageiro, nem pensar. Estamos arcando com esses aumentos”, afirmou. Segundo a Petrobras, seus preços são baseados no valor do produto no mercado internacional e na taxa de câmbio.
[jp-related-posts ids=”1055723,1054683,1054834″]
*Com informações do repórter Daniel Lian
Assuntos
continue lendo
Brasil
Foz do Amazonas pode garantir mais 40 anos de petróleo para Petrobras
Descoberta de indícios de óleo no Amapá amplia expectativa sobre novas reservas; produção pode levar de seis a sete anos para começar
- Da autocobrança ao esgotamento: como a busca pelo alto desempenho afeta o corpo e a mente Ana Carolina Oliveira · há 4 dias
- A sua marca não é mais sua Gustavo Hansel · há 1 semana
- Tarcísio diz que áudios de Flávio a Vorcaro não impactam relação com senador Jovem Pan · há 1 semana
- PF divulga parecer sobre acidente Voepass e indicia 16 pessoas Fernando Keller* · há 2 semanas