Com Boulos ministro, PSOL vê com preocupação cenário para 2026 em São Paulo
A ida de Guilherme Boulos (PSOL) à chefia da Secretaria-Geral da Presidência a convite do presidente Lula (PT), anunciada nesta segunda-feira (20), tem feito o partido repensar as estratégias para 2026. Afinal, o convite de Lula para que ele assumisse o ministério veio acompanhado do pedido para que Boulos não dispute cargos públicos em 2026. Em 2022, ele foi eleito deputado federal com mais de um milhão de voto — o segundo mais votado do Brasil e o primeiro de São Paulo.
Apesar de acumular duas derrotas à Prefeitura de São Paulo, em 2020 contra Bruno Covas e, em 2024, contra Ricardo Nunes, Boulos conquistou cerca de 40% dos votos nos dois segundos turnos, números vistos como expressivos para a esquerda na capital, que não elege alguém do espectro político desde Haddad em 2012. Um dos nomes entendidos como puxadores de votos pode ser o da também deputada federal Érika Hilton (PSOL).
Além da possibilidade de disputar a reeleição como deputado, Boulos também vinha sendo analisado ao Senado. Recentemente, pesquisa Real Time Big Data colocou o nome dele como segundo mais citado entre as possibilidades no estado, atrás apenas de Eduardo Bolsonaro (PL).
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Caso decida disputar a eleição para o Congresso Nacional, Boulos teria que deixar o cargo até o começo de abril de 2026 — ou seja, permanecendo apenas seis meses no governo federal.
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