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Deputados já articulam candidaturas para presidência da Alesp

Eleição é sempre realizada no dia 15 de março em anos ímpares

Camila Corsini

Depois de quatro anos, a Assembleia Legislativa terá um novo presidente em 2021. O deputado Cauê Macris (PSDB), eleito por dois biênios, preside o parlamento paulista desde 2017. A reeleição para o biênio subsequente é vedada dentro da mesma legislatura. A indicação dos candidatos é livre e aberta a qualquer partido, que pode escolher um nome para qualquer cargo da mesa. O deputado Carlão Pignatari (PSDB), líder do governo na Alesp, já foi confirmado para concorrer à Presidência.

A oposição também vai lançar um candidato. O deputado Carlos Giannazi (Psol) já adiantou que, dessa vez, será uma mulher. “Provavelmente, não temos nome ainda. Mas deve ser Erika Malunguinho ou a Isa Penna. Não vou concorrer, é o momento das mulheres ocuparem espaço na política. A nossa candidatura, como sempre, vai denunciar a falta de autonomia e independência do poder legislativo.” Para ocupar a Presidência, o parlamentar deve ser eleito por maioria absoluta — ou seja, com 48 votos. Por isso os partidos costumam negociar antecipadamente e se organizar em chapas informais.

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O presidente da casa tem muitos cargos de confiança e ele é responsável por indicar secretários gerais, diretores de departamentos e gestores de divisão. Membros do grupo Parlamentares em Defesa do Orçamento queriam lançar o deputado Coronel Telhada (PP), mas o parlamentar nega que tenha interesse no cargo neste momento. “Realmente houve especulação, vieram falar comigo. Mas, na realidade, não tenho interesse por problemas particulares de saúde na família e comigo mesmo.” A mesa diretora é composta pelo presidente, primeiro e segundo secretários por um mandato de dois anos. A eleição é sempre realizada nos anos ímpares no dia 15 de março.

*Com informações da repórter Caterina Achutti