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Ninguém que recebeu vacina de Oxford foi hospitalizado com Covid-19, diz coordenadora de estudo no Brasil

Professora Lily Yin Weckx afirmou que vacinação em massa no país tem capacidade de mudar cenário ‘catastrófico’ presenciado no Brasil por causa da pandemia

Lorena Barros

A professora Lily Yin Weckx, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que administra junto à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) os estudos em voluntários da vacina de Oxford no Brasil, afirmou nesta quarta-feira, 30, em entrevista ao “Jornal Jovem Pan” que a vacinação tem potencial de mudar o cenário “catastrófico” instalado no Brasil independente da porcentagem de eficácia do imunizante a ser escolhido no país. “O importante não é só a porcentagem da eficácia. Se você tem uma vacina 90%, mas que não pode chegar a todos, é melhor ter uma vacina com 70% e que pode ser dada para toda a população. Acho que não é a vacina em si, mas todo o processo de vacinação, como isto vai ser feito no país, como isto vai dar acesso a toda a população”, pontuou. Ela garantiu que na fase de testes da vacina foi possível ver índices de proteção já após a aplicação da primeira dose.

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“Nenhuma pessoa vacinada [com o imunizante da Oxford] teve doença Covid grave ou foi hospitalizada por Covid. Todos os casos de hospitalização que nós tivemos foi no grupo controle, que não recebeu a vacina”, afirmou. Por causa do grau de imunização a partir da primeira dose, o Reino Unido, que aprovou a utilização emergencial do imunizante ainda nesta quarta-feira, mudou de estratégia e pediu que o maior número de pessoas fosse vacinado com as primeiras doses disponíveis. A segunda, que a princípio seria aplicada em três semanas, poderá ser administrada nos pacientes em até três meses. Essa segunda dose reforçaria a proteção oferecida pela primeira. A vacinação no país europeu deve começar no dia 4 de janeiro. Ainda nesta quarta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que se reuniu com a AstraZeneca, farmacêutica que desenvolve a vacina em parceria com a universidade britânica. Na reunião, mesmo sem apresentar prazos concretos, a marca afirmou que deu à Fiocruz a permissão para apresentar o pedido de uso emergencial do imunizante no país.

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