JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal da Manhã – 2ª Edição | 07h00 - 10h00
Notícias

Inclusão social: Crianças em tratamento ganham pelúcias personalizadas no Natal

Empresa de home care criou bichinhos de acordo com a condição de saúde de cada um dos 130 pacientes atendidos

Caroline Hardt

Representatividade. Foi com esse objetivo que uma empresa de home care criou ursinhos de pelúcia personalizados de acordo com a condição de saúde de cada criança atendida. Eles foram entregues neste Natal para mais de 130 pequenos que estão nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória. O Henrique Dang Silva, por exemplo, tem três anos e com apenas quatro meses precisou fazer uma traqueostomia. Ele nasceu de forma prematura e por um ano e meio precisou da ajuda de aparelhos para sobreviver. Por isso, o ursinho do Henrique veio com um furinho no pescoço e a cânula, como se chama o tubo de plástico ou de metal que é usado na traqueostomia. Ele também tem uma sonda na barriguinha, que é usada em pacientes que não podem se alimentar pela boca. Além disso, a médica que cuida do Henrique gravou uma mensagem para ele, que é ativada toda vez que a criança aperta o bichinho. “Henrique, aqui é doutora Márcia. Esse é o seu novo amiguinho, ele foi feito especial para cuidar de você.”

A ideia da empresa de home care nasceu a partir de uma postagem feita nas redes sociais pela mãe do Henrique, a fonoaudióloga Lúcia Dang Silva. Ela tem uma conta no Instagram em que compartilha conteúdos relacionados à traqueostomia e gastrostomia. No ano passado, Lúcia já tinha presenteado o filho com um macaco traqueostomizado, que segundo ela, facilitou muito a rotina com o Henrique. “Quando a gente falava ‘olha, você agora vai se alimentar’, a alimentação dele é por sonda pela barriguinha, pela gastrostomia. Então ele tem que ficar uma hora sentado, uma criança ficar uma hora sentada é difícil. Ele passou a aceitar[após ganhar o bichinho], ele pegava o macaco e ‘pronto, agora eu posso’.” A coordenadora da equipe multifuncional da empresa de home care, Hiromi Onoki, diz que o bichinho de pelúcia promove a inclusão social. “A criança vê que aquele amiguinho ele acaba sendo também igual a ele, tem algum dispositivo, e acaba trazendo a inclusão social também”, conta. Agora, essas crianças, que muitas vezes não têm contato com outras pessoas traqueostomizadas, têm um amigo que é igual a elas.

[jp-related-posts ids=”1027920,1027925,1024335″]

*Com informações da repórter Nicole Fusco