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Mercado ilegal de álcool no Brasil gera prejuízo de R$ 28 bilhões, aponta estudo

Levantamento da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas também mostra que, do volume total de bebidas destiladas consumidas no país, 28% são ilegítimas

Nicolas Robert

Fiscalização em bar na Mooca, zona leste de São Paulo, apreende garrafas de bebidas alcoólicas
175917924568daf1edf2831_1759179245_3x2_lg Divulgação / Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo

Um estudo da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD) revelou que o mercado ilegal de bebidas destiladas no Brasil impôs um prejuízo de R$ 28 bilhões à economia e à saúde pública do país. O valor é superior aos gastos com segurança pública e equivale a cerca de 12% do orçamento anual do Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo aponta que, do volume total de bebidas destiladas consumidas no Brasil, 28% são ilegais. Essas bebidas têm origem em contrabando, descaminho, produção sem registro e, principalmente, falsificação.

Entre as formas de ilícito, a falsificação é considerada a mais prejudicial tanto para o setor produtivo quanto para os consumidores. O método mais comum de fraude envolve a reutilização de garrafas de destilados de marcas mais caras, conhecidas como “refis”. A embalagem original confere a aparência de um produto legítimo, mas o conteúdo é adulterado ou falsificado.

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Riscos à saúde

O grande perigo para a saúde pública reside na composição das bebidas falsificadas. Em muitos casos, os criminosos utilizam álcool impróprio para consumo humano, como o metanol, que pode levar a intoxicações graves e até mesmo a óbitos. Os casos recentes de intoxicação por metanol já fizeram vítimas pelo país.

Além do impacto direto na saúde, o mercado ilegal causa um grande rombo nos cofres públicos devido à sonegação de impostos. O estudo aponta que a falta de fiscalização adequada contribui diretamente para a manutenção e crescimento desse cenário.

Para o consumidor, a diferença de preço pode ser um indicativo de fraude: um whisky falsificado, por exemplo, pode ser comercializado com uma diferença de até 48% em relação ao preço do produto original.

*Com informações de Danúbia Braga

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*Reportagem produzida com auxílio de IA