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Justiça intervém contra preços abusivos na COP30

Devido a esses custos elevados, algumas delegações internacionais, incluindo secretários de São Paulo, consideram alternativas como hospedagem em igrejas

Nátaly Tenório

COP30
BRAZIL-CLIMATE-COP30-BELEM-PREPARATION Carlos Fabal / AFP

A Justiça do Pará tomou medidas firmes contra plataformas de hospedagem acusadas de praticar preços abusivos durante a COP 30, que ocorrerá em Belém. O Procon, em conjunto com a Justiça, determinou que anúncios com preços três vezes superiores à média anual sejam removidos. Algumas hospedagens estavam sendo oferecidas por valores até 20 vezes maiores que o habitual, chegando a R$ 15.000 ou R$ 30.000. As plataformas alegam não ter controle sobre os preços, mas podem enfrentar multas de até R$ 50.000 por denúncia. Além disso, hotéis também deverão justificar preços acima de 50% do normal. Devido a esses custos elevados, algumas delegações internacionais, incluindo secretários de São Paulo, consideram alternativas como hospedagem em igrejas, que oferecem acomodações a preços mais acessíveis.

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A situação tem gerado preocupação, pois o evento deveria ser acessível a todos, especialmente considerando que muitos participantes dependem de subsídios públicos para cobrir despesas de viagem e estadia. O subsídio estadual é de cerca de R$ 600 por diária, valor insuficiente frente aos preços inflacionados. A sociedade civil, que desempenha um papel crucial na pressão por mudanças durante a COP, enfrenta desafios para garantir sua presença no evento.

*Com informações de Rodrigo Viga

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