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Netanyahu diz que não concordou com criação de Estado da Palestina

Afirmação do premiê israelense ocorreu em meio a discussões sobre um plano de paz proposto por Trump, que ainda não foi aceito pelo grupo Hamas

Felipe Cerqueira

O presidente dos EUA, Donald Trump (D), e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (E), participam de uma coletiva de imprensa conjunta no Salão de Jantar de Estado da Casa Branca, em Washington
US President Trump and Israeli Prime Minister Netanyahu press conference at the White House Jim Lo Scalzo/EFE/EPA/Pool

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que não aceitou a criação de um Estado palestino durante uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Esta afirmação ocorreu em meio a discussões sobre um plano de paz proposto por Trump, que ainda não foi aceito pelo grupo Hamas. O plano sugere um caminho para a soberania palestina. O texto, que ainda está sendo debatido, foi mal recebido por alas conservadoras em Israel, incluindo a coalizão governista de Netanyahu.

Os ministros Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich expressaram preocupações de que a proposta de Trump possa comprometer a segurança de Israel e dos judeus na região, especialmente em relação aos assentamentos na Jordânia — considerados ilegais pelas leis internacionais. Eles comparam o plano aos acordos de Oslo de 1993, que também geraram controvérsias. Apesar das divergências, Netanyahu concordou com boa parte do texto apresentado pelos Estados Unidos, mas ressaltou que, se o Hamas aceitar o plano, não haverá como voltar atrás.

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O grupo terrorista islâmico ainda não respondeu oficialmente à proposta, mas fontes indicam que não está disposto a abandonar a luta armada e as atividades terroristas. Essa resistência pode inviabilizar o acordo e a paz na região, especialmente diante da crescente pressão internacional. Há a possibilidade de que o presidente Trump endureça contra o Hamas caso haja rejeição da proposta.

*Com informações de Luca Bassani

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