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Ferroviários mantêm greve em três linhas de trem de SP

Os trabalhadores decidiram pela manutenção da paralisação nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade após impasse com o governo paulista

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Trem da CPTM
A greve afeta três linhas da malha concedida da CPTM Eduardo Saraiva/Divulgação Governo do Estado

Os ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade decidiram manter a greve até, pelo menos, às 17h de quarta-feira (5) após não chegarem a um acordo com o governo de São Paulo. A votação se deu na sede do sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), no Brás.

Durante a assembleia, a categoria comunicou que a principal reivindicação é a garantia formal do governo do estado, por escrito, de que os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) terão os empregos mantidos. Em nota, o Palácio dos Bandeirantes afirmou que havia assumido o “compromisso” de que não faria nenhuma demissão no período de realocação dos funcionários da concessionária.

A gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) também classificou a paralisação como “sem fundamento”. No comunicado, o Executivo paulista disse que a decisão foi “unilateral” baseada em “desinformação”.

A paralisação começou à meia-noite desta terça-feira (4). No início da manhã, as linhas 11-Coral e 12-Safira operavam parcialmente, enquanto a Linha 13-Jade permanecia sem circulação de trens.

Segundo o governo estadual, a CPTM acionou seu plano de contingência para manter o atendimento nos trechos de maior demanda. A Linha 11-Coral opera entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Já a Linha 12-Safira funciona entre Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade e o serviço Expresso Aeroporto permanecem suspensos.

As demais linhas da CPTM e da malha concedida não foram afetadas pela paralisação. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam normalmente, assim como as linhas do Metrô e das concessionárias.

Ainda de acordo com o governo de SP, para ampliar a capacidade de transporte, o Metrô antecipou para as 4h a abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. A Linha 3-Vermelha, que faz integração com as linhas da CPTM afetadas pela greve e atende parte da zona leste da capital, recebeu composições adicionais.

Além do aumento da frota em circulação, o Metrô informou que fez manobras operacionais em estações estratégicas para ampliar a oferta de viagens nos trechos com maior concentração de passageiros. Também poderão ser enviados trens vazios para plataformas com maior lotação, com o objetivo de acelerar o embarque e reduzir o tempo de espera.

O efetivo de funcionários foi reforçado nas estações Corinthians-ItaqueraTatuapéBrás e Palmeiras-Barra Funda, além de outros pontos considerados de maior movimento, para orientar os passageiros e organizar os fluxos de embarque.

Sistema Paese ativado

Outra medida adotada foi a ativação do Paese. Ao todo, 128 ônibus foram disponibilizados para atender os passageiros das três linhas afetadas pela greve.

Na Linha 11-Coral, os veículos fazem o percurso entre as estações Estudantes e Corinthians-Itaquera. Na Linha 12-Safira, a operação ocorre entre São Miguel Paulista e Calmon Viana. Já na Linha 13-Jade, os ônibus circulam entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.

A Prefeitura de São Paulo informou na noite de segunda-feira (3) que suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira em razão da paralisação, medida que permite a circulação de automóveis no centro expandido durante todo o dia para tentar reduzir os impactos na mobilidade.

Na área de segurança, a Polícia Militar reforçou o policiamento preventivo nas estações de trensterminais de transporte e locais de maior circulação de pessoas. Ainda segundo o governo estadual, o policiamento de trânsito também foi intensificado para melhorar a fluidez nas regiões mais afetadas pela paralisação.

As ações são acompanhadas pelo Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que reúne órgãos estaduais responsáveis pelo monitoramento e pela resposta a ocorrências relacionadas ao transporte e à mobilidade.

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