Governo Tarcísio classifica greve de ferroviários em SP como ‘sem fundamento’
O governo de São Paulo repudiou nesta terça-feira (4) a greve de ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Em nota, a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou a paralisação como “sem fundamento”.
No comunicado, o Executivo paulista afirmou que a greve foi decretada após o governo assumir o “compromisso” de não fazer nenhuma demissão no período de realocação de funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O Palácio dos Bandeirantes disse que a decisão foi “unilateral” baseada em “desinformação”.
O governo Tarcísio contou que a greve afeta quase 1 milhão de passageiros que utilizam as três linhas todos os dias e o trânsito da capital. Segundo o Executivo estadual, com o rodízio suspenso, foi registrado pico de congestionamento de mais de 720 km na parte da manhã.
“Desde o início das negociações, o Governo de SP e a CPTM apresentaram compromissos concretos e mantiveram canais de diálogo abertos. A manutenção dos empregos foi garantida e comunicada ao sindicato na véspera da paralisação. Ao contrário do que alega a entidade, não há demissões em curso, o que torna sem fundamento a motivação trabalhista da greve”, declarou.
O Palácio dos Bandeirantes informou que, dos 4.648 funcionários da CPTM empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na linha 10-Turquesa, 475 estão alocados nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e 450 trabalham no Metrô. Outros 177 negociam a realocação para a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), 522 estão à disposição para novas cessões e 853 atuam em áreas administrativas.
Greve de ferroviários
Ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de São Paulo decidiram na segunda-feira (3) entrar em greve por tempo indeterminado. A medida é em protesto pelas falhas apresentadas nas linhas desde que a empresa Trivia Trens assumiu o controle da operação.
A paralisação se iniciou à meia-noite desta terça-feira. A operação seguiu normal na 10-Turquesa, nas linhas de metrô e nas operadas pela Via Mobilidade e TicTrens.
A votação foi realizada na sede do sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (Stefzcb), no Brás. A assembleia foi marcada, com indicativo de greve, depois que o vagão da linha 12-Safira ficou destruído por um incêndio.
O incidente e falhas elétricas também ocasionaram a paralisação das linhas 11-Coral e 13-Safira. As três linhas são operadas pela Trivia Trens.
Depois do episódio, o governo de São Paulo decidiu retomar o controle das linhas por 90 dias e trabalha com a empresa na operação. Cinco dias depois, o Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio da Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital, instaurou inquérito para apurar falhas.
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