JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal da Manhã – 1ª Edição | 05h00 - 07h00
Patrícia Costa

Entre a fala de Lula na ONU e a realidade da transição energética

Presidente cobra ambição climática, mas metas atrasadas e falta de financiamento expõem distância entre promessas e ação global

Patricia Costa

lula onu
Lula discursa na 80ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas USA - ONU/ASSEMBLEIA/LULA - INTERNACIONAL - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da abertura da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, nesta terça-feira, 23 de setembro de 2025. 23/09/2025 - Foto: NIYI FOTE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

A Assembleia Geral da ONU e a carta assinada recentemente por 17 países, incluindo o Brasil, expõem o paradoxo que domina a agenda climática global: multiplicam-se os anúncios e compromissos, mas a implementação continua aquém do necessário. O documento propõe triplicar a capacidade instalada de energias renováveis até 2030, dobrar a eficiência energética no mesmo período e criar um fórum internacional para destravar investimentos. No discurso político, a mensagem é inequívoca: é urgente acelerar a transição energética e enfrentar a crise climática com justiça e cooperação. Na prática, porém, o cenário é outro. Grande parte dos países ainda não apresentou suas NDCs atualizadas — as metas nacionais previstas no Acordo de Paris que deveriam ser revistas a cada cinco anos. Os recursos financeiros também estão longe do prometido: os 100 bilhões de dólares anuais que os países ricos se comprometeram a mobilizar para apoiar nações em desenvolvimento nunca foram plenamente entregues.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

Enquanto isso, o gasto global em defesa e armamentos segue crescendo, ultrapassando os 2 trilhões de dólares por ano. O contraste entre a velocidade da militarização e a lentidão da transição energética mostra um abismo que discursos, por si só, não conseguem superar. A carta pela transição justa sinaliza um esforço diplomático relevante, sobretudo diante da proximidade da COP30, em Belém. Mas o desafio central permanece: transformar promessas em mecanismos concretos de financiamento, governança e monitoramento. Sem isso, a distância entre palavra e ação continuará sendo a marca da política climática internacional.

[jp-related-posts ids=”2060542″]