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Irã analisa novas propostas dos EUA, mas ressalta que ‘não fará nenhuma concessão’

Delegação negociadora afirmou que 'defenderá com toda sua força os interesses da nação iraniana'

Sarah Américo

Iranianos formam corrente humana ao redor de centrais elétricas
Iranianos formam corrente humana ao redor de centrais elétricas Reprodução

O Irã inforou neste sábado (18) que recebeu as novas propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra no Oriente Médio, mas ressaltou que não fará nenhuma “concessão”. “O Irã está analisando e ainda não respondeu”, afirmou o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. A delegação negociadora iraniana “não fará a mínima concessão” e “defenderá com toda sua força os interesses da nação”, acrescentou.

Segundo o órgão, citado pela agência oficial IRNA, o comandante do Exército do Paquistão, que atua como mediador entre os dois países, apresentou as “novas propostas” durante uma viagem a Teerã.

Estados Unidos e Irã estão em uma trégua na guerra que começou no dia 28 de fevereiro desde o dia 7 de abril, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou o ‘ultimato’ faltando menos de 2 horas para o fim do prazo em que ele obrigava o País islâmico a reabrir o Estreito de Ormuz, que foi fechado no começo do conflito.

A passagem tem sido um dos pontos cruciais para o cessar-fogo entre os países. Neste sábado (18), depois do Irã ter reaberto a região na sexta-feira (17), ele voltou a fechar o local em resposta à decisão dos Estados Unidos de manter o bloqueio aos seus portos. A reabertura, na sexta-feira, da passagem marítima crucial para o transporte mundial de petróleo foi bem recebida nas Bolsas e gerou otimismo em Washington

Em meio ao novo bloquei, lanchas rápidas iranianas abriram fogo contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, informou a agência britânica de segurança marítima, depois que o Exército do Irã anunciou o fechamento da rota de navegação.

Negociações entre EUA e Irã 

Um guarda florestal paquistanês passa por um cartaz sobre as negociações de paz entre os EUA e o Irã em Islamabad, em 12 de abril de 2026. O Irã e os Estados Unidos não conseguiram chegar a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, disse o vice-presidente dos EUA, JD Vance, em 12 de abril, após longas negociações em Islamabad, acrescentando que estava deixando as negociações depois de apresentar a Teerã a "oferta final e melhor". Conteúdo relacionado

Um guarda florestal paquistanês passa por um cartaz sobre as negociações de paz entre os EUA e o Irã em Islamabad, em 12 de abril de 2026 │Foto por FAROOQ NAEEM / AFP

No dia 11 de abril EUA e Irã se encontraram para negociar sobre os termos do cessa-fogo e encerram as conversas na segunda-feira (13). Esse foi o primeiro encontro direto entre autoridades norte-americanas e iranianas em mais de uma década e o compromisso mais importante desde a Revolução Islâmica de 1979 no Irã.

Entre as várias questões em jogo estava o Estreito de Ormuz, um importante ponto de trânsito para o fornecimento global de energia que o Irã bloqueou efetivamente, mas que os EUA prometeram reabrir, bem como o programa nuclear do Irã e as sanções internacionais contra Teerã.

As exigências do Irã incluíam um cessar-fogo permanente garantido, garantias de que não haveria ataques futuros contra o Irã e seus aliados na região, suspensão das sanções primárias e secundárias, descongelamento de todos os ativos, reconhecimento de seu direito ao enriquecimento e controle contínuo de Ormuz, disseram fontes iranianas.

Na sexta-feira (17), o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um acordo para acabar com a guerra no Irã pode ser alcançado em breve, embora o momento permaneça incerto. “Desde que a República Islâmica do Irã concorde com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump em sua conta na Truth social. “Este será um CESSAR-FOGO bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio.”, acrescentou.