Governo costura redução de penas com Motta e aliados de Lula dizem que presidente não será contrário
Auxiliares do presidente Lula passaram a costurar junto com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e lideranças de centro, o avanço de um texto alternativo à anistia, com redução de penas a presos e condenados por tentativa de golpe de estado. Para lideranças da base governista, a diminuição das punições já seria uma forma de derrotar a anistia e “virar a página” do assunto.
“Dos males o menor” e “redução de danos” tem sido expressões usadas pelos governistas favoráveis ao acordo com Hugo Motta e partidos de centro. Aliados de Lula pontuam ainda que é melhor atrair os deputados de centro para uma parceria, do que deixá-los livre para serem atraídos pela oposição.
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Líderes da Câmara, que se encontraram nesta quarta-feira com Lula, afirmaram ainda que o presidente afirmou não ser contrário a redução das penas e que sabe que como é difícil estar preso, já que ele mesmo já foi condenado. Nesta tarde, Hugo Motta se reúne com líderes do PL na tentativa de convencê-los a aceitar uma proposta de diminuição de penas. Até esta terça-feira, o líder Sostenes Cavalcante (RJ) permanecia irredutível e diz aceitar apenas uma anistia ampla e geral, que incluísse o perdão a Jair Bolsonaro.
Aliados do presidente da Câmara afirmam que ele não quer pautar a urgência a matéria sem que o texto alternativo esteja definido. Por isso, tenta construir a matéria antes de colocar o mecanismo de aceleração do texto em pauta. A urgência de um projeto de lei tem o objetivo de acelerar a tramitação dele para um prazo de até 45 dias, no máximo.
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