É importante que a economia continue funcionando, opina empresário Marco Stefanini
Os impactos da pandemia do coronavírus atingem cada dia mais empresas brasileiras, incluindo, até mesmo, o setor da tecnologia. O empresário e presidente da Stefanini, Marco Stefanini, explicou ao Jornal da Manhã desta terça-feira (14) como a multinacional, presente em 40 países, foi afetada e está enfrentando o período de mudanças.
Segundo Marco, mesmo sendo do setor da tecnologia, a empresa está sentindo os impactos da crise econômica porque os clientes da empresa são afetados. “O primeiro é que se os nossos clientes sofrem, nos sofremos juntos. O segundo ponto foi de realmente mover todo mundo pra casa, alinhar com a infraestrutura dos clientes e a quantidade dos clientes, são 40 países que tivemos que mover todo mundo.”
A empresa conseguiu planejar as ações que seriam adotadas e acompanhar, de perto, os efeitos da pandemia no setor, mas não esperava uma paralisação em todo o mundo. “Começou na China, onde temos cerca de 300 funcionários, depois veio na Europa, depois foi por onda. Todas as empresas fazem planos de alternativas, o que não se previa era o mundo inteiro em lockdown.”
De acordo com o empresário, todos os funcionários que poderiam trabalhar em home office estão trabalhando desta forma. Entretanto, determinados clientes da empresa continuam trabalhando, então há uma parcela de funcionários mantendo suas atividades.
“A totalidade do que poderia ser home office a gente fez. A gente dá suporte para atividades em farmácias, ao Samu, empresas operadores de saúdes, hospitais, então você te uma série de atividades que continuam acontecendo.”
Além de adotar medidas para combater o coronavírus e garantir a saúde dos funcionários, a Stefanini também adotou o movimento “Não Demita!”, que tem como objetivo incentivar que empresas mantenham, por pelo menos dois meses, todos os empregos para, assim, facilitar a retomada econômica.
Para Marco, é importante que as empresas continuem funcionando depois da pandemia e a economia também. “A gente percebe uma diferença de retração e crise. A retração é mais pontual, a tendência é, passado a epidemia, voltarmos a um patamar próximo ao que era antes. Então é importante que as empresas continuem funcionando e a economia continue funcionando. É um esforço grande para movimentar, realocar e não demitir.”
Para ele, além dos empregos diretos, a proposta é que as instituições mantenham também os contratos de prestadores de serviços para evitar cortes indiretos.
Marco acredita ainda que, pelo Brasil estar com uma curva de contágio do coronavírus abaixo do que está sendo identificado em outros países, como os Estados Unidos e a Itália, é possível que nas próximas semanas algumas regiões voltem às atividades. “O Brasil é muito grande, então a gente deveria tratar de bastante diferente em locais diferentemente afetadas.”
Assuntos
continue lendo
Saúde
Covid-19: pelo menos 5 estados registram aumento de casos graves
De acordo com o último Boletim InfoGripe, os estados com aumento dos quadros seriam Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina
- Liminar libera três marcas de bets e põe outorga de R$ 30 milhões no centro da disputa Frederico Manssur · há 2 dias
- Lula derrota família Bolsonaro pela segunda vez Jovem Pan · há 2 semanas
- Quem é Celina Leão, amiga de Michelle Bolsonaro que foi reeleita governadora do DF Jovem Pan · há 2 semanas
- Datafolha: Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46%; Lula, por 45% Jovem Pan · há 2 semanas