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Política

Confira como foi o quarto dia de julgamento de Bolsonaro no STF

Votação está 2 a 1 para condenação após manifestações de Moraes e Dino nesta terça-feira (9) e de Luiz Fux nesta quarta (10)

Nicolas Robert

Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã) - 10/09/2025 Ministro Luiz Fux. Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã). Foto: Gustavo Moreno/STF
Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã) - 10/09/2025 Ministro Luiz Fux. Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã). Foto: Gustavo Moreno/STF Gustavo Moreno/STF

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus entrou no seu quarto dia. Nesta quarta-feira (10), o ministro Luiz Fux manifestou seu voto e votou para inocentar o ex-presidente Jair Bolsonaro, deixado a votação no STF em 2 a 1 para a condenação do ex-mandatátio. Além dele, ainda faltam a apresentação da ministra Cármen Lúcia e do presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin. Na terça-feira (9) , Moraes votou pela condenação dos acusados e foi acompanhado pelo colega Flávio Dino. Com o placar em 2 a 0, é necessário somente mais um voto pela condenação para que a maioria seja formada no Supremo. A pena será discutida posteriormente entre os ministros.

Após a sessão desta quarta-feira, o julgamento retorna nesta quinta (11) às 14h às 19h. Sexta-feira (12) também terá sessão nesses mesmos dois horários, com a sentença final.

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Acompanhe em tempo real o julgamento:

22h49 – Presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, encerra sessão desta quarta-feira após longa manifestação do ministro Luiz Fux. Com o voto por absolvição, placar está 2 a 1. Amanhã terão as sessões vão ser retomadas às 14h (antes, seria às 9h) com cobertura da Jovem Pan News.


22h44 – Fux julga impocedente a condenação de Alexandre Ramagem pelos crimes do qual foi denunciado.


22h26 – Fux começa votação sobre Alexandre Ramagem.


22h24 – Fux vota para absolver Anderson Torres em todos os crimes na trama golpista. Ele foi denunciado por: ano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e abolição do Estado democrático e direito.


22h16 – Fux vota para absolver Anderson Torres de acusação de organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.


22h – Fux passa a analisar acusações contra Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil.


21h59 – Fux absolve Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, de todos os crimes. “Parcas e rarefeitas as provas contra Augusto melo”, disse.


21h45  Fux inicia analise da sacusações contra Augusto Heleno.


21h44 – Victoria Abel: Com voto de Fux, cresce a expectativa da oposiçao para avanço do projeto da anistia.


 

21h42: Fux vota para absolver Paulo Sérgio Nogueiro por Abolição do Estado Democrático de Direito e de Golpe de Estado: “Não há prova suficiente”. Com a votação, ministro absolveu Paulo Sério Nogueira.


21h31 Bruno Pinheiro: Durate voto de Fux, Michelle Bolsonaro se reúne com um grupo de oração e louvor.


21h23 – Fux vota para absolver Paulo Sérgio Nogueira por organização criminosa. “Nã há prova so suficiente”, disse.


21h20 – STF tem maioria para condenar Braga Netto por abolição do Estado de Direito


21h11 – Luiz Fux inicia analise de acusações contra Paulo Sérgio Nogueira.


21h10 – STF tem maioria para condenar Braga Netto por abolição do Estado de Direito


21h09 – Fux vota a favor da condenação de Braga Netto por tentativa de abolição violenta, mas absolve de organização criminosa.


21h06 – Bruno Pinheiro: Em meio ao voto de Fux, apoiadores fazem vigília em condomínio de Bolsonaro. Após absolvição, deputados se juntam a vigília.


 

20h55 – Fux afirma que Braga Netto pariticpou de planejamento de assassinado o ministro Alexandre de Moraes. “No meu modo de ver, de acordo com as premissas teóricas e depoimentos que citei, o réu Braga Netto, com unidade de desígnios com Rafael Martins de Oliveira e Mauro Cid, planejou e financiou o início da execução de atos destinados a ceifar a vida do relator, ministro Alexandre de Moraes”, afirma.


20h49 – Sessão é retomada com foco nas analises das acusações contra Braga Netto. 


20h12 – Sessão é pausada por 10 minutos 


20h12 – “Julgo improcedente a acusão acusatoria contra o réu Jair Bolsonaro”, diz Fux, absolvendo Jair Bolsonaro dos cinco crimes.


20h11 – “Não há nenhuma prova que denote a ciência ou contribuição do réu Jair Bolsonaro no grupo Copa 2022, assim como não há elementos em desfavor do acusado no que tange ao planejamento Punhal Verde e Amarelo”, diz Fux.


20h05 – Luiz Fux diz que quer concluir seu voto ainda hoje. Sessão acontece desde às 9h da manhã, e ministro diz que ainda vai demorar para dar seu veredito.

“Eu fico aqui até a hora que for preciso. Vamos continuar, para mim não tem problema. Eu tenho ainda cinco réus, mas que tem uma conotação distinta em razão do que a acusação imputou a eles. Aqui não vai demorar”, diz Fux.


19h52 – Fux argumenta que Bolsonaro não participou da reunião em que foi apresentada a nova minuta, e que o documento por qual ele está sendo acusado não se sabe o teor exato do que estava escrito e a origem é incerta. Ministro também argumenta que não há prova de que a minuta apresentada ao comando do Exército previa intervenção em outros poderes nem prisão. “Nota-se inexistência de prova de qualquer minuta prevendo a prisão de autoridades”, diz ministro.


19h39 – Luiz Fux faz terceiro pedido de pausa, Zanin acata e sessão será suspensa por 10 minutos após término do detalhamento da minuta.


19h24 – Fux minimiza suposta “minuta do golpe”, diz que é cogitação e não caracteriza abolição do estado de direito. “Reunião entre Bolsonaro e militares tratou de vaga cogitação prontamente rejeitada”, diz ministro.


19h10 – Fux sobre Estado de sítio: “execução das medidas previstas nessa minuta dependeria de atos preparatórios envolvendo diversas outras autoridades, além do Presidente da República, o Estado de Sítio depende de pré-autorização do Congresso, da Constituição Federal, além de para o Senado. É inegável que a minuta precisaria passar por inúmeras providencias para que se gerasse uma tentativa com violência e grave ameaça”.


18h49 – “Nós não temos discórdias, temos dissenso. Nós somos amigos”, diz Fux sobre Moraes.


18h37 – Luiz Fux argumenta que, em relação as ações para impedir eleitores de votar nas eleições, não há provas de participação de Bolsonaro nas ações.


18h28 – Em relação aos ataques contra o sistema eleitoral, ministro ressalta que sequer hipoteticamente uma live feita no exterior seria capaz de abolir o Estado Democrático de Direito.


18h24 – Fux diz que atividade da ABIN não tem capacidade de configurar conduta de golpe de estado.

“Não se pode imputar a Bolsonaro a responsabilidade por organizar os atos de 8 de janeiro através de entrevistas e declarações”, conclui.


18h18 – Luiz Fux afirma que é preciso analisar três acusações: Abin Paralela, ações contra o sistema eleitoral e tentativa de golpe de estado.


18h07 – Ministro passa a análise para o ex-presidente Jair Bolsonaro.


18h04 – Fux afirma que “eu julgo improcedente o pedido de condenação do réu Almir Garnier pelo crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito e do Golpe de Estado”.

Fux também votou para absolver Garnier por dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.


17h58 – Janaína Camelo: Novamente o ministro Alexandre de Moraes se ausenta do plenário. As ausências são frequentes. Os demais colegas poucas vezes se retiraram.


17h55 – Matheus Dias: Em dia de julgamento, dólar cai pra R$5,41 e bolsa sobe 0,52%.


17h43 – “Eu julgo improcedente o pedido de condenação do réu Almir Garnier pelo crime de organização criminosa armada”, ressalta Fux.


17h41 – Igor Damasceno: Alexandre de Moraes e Carmem Lúcia cochicham durante voto de Fux e demonstram insatisfação.


17h35 – Janaína Camelo: Diferente dos demais colegas da Primeira Turma, o ministro Zanin, último a votar, se mostra muito interessado no que diz o ministro Luiz Fux. Advogados apostam as fichas no presidente do colegiado, em razão da sua carreira na advocacia.


17h34 – Ministro afirma que “fatos que deverão ser objetos de consideração na ação em relação a Almir Garnier são as participações em duas reuniões: a primeira com o então presidente da República, Jair Bolsonaro, e outra com o então ministro da defesa, Paulo Sérgio Nogueira”.

Fux vota para absolver Almir Garnier do crime de organização criminosa.


17h25 – Luiz Fux passa para o almirante e ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos.


17h23 – “Não há qualquer prova nos autos de que Mauro Cid desejasse interferir no funcionamento dos poderes da República”, diz o ministro.

Fux conclui com o voto para absolver Cid por dano qualificado.


16h58 – Luiz Fux argumenta que Mauro Cid deve ser responsabilizado criminalmente pelo crime de tentativa de abolição Violenta do Estado Democrático de Direito.

Julgamento da suposta trama golpista

Julgamentos da Ação Penal 2668 – Núcleo 1 (Tarde) – 10/09/2025


16h52 – “Eu julgo improcedente o pedido de condenação de Mauro pelo crime de organização criminosa”, afirma Fux.


16h49 – Ministro começa a falar individualmente sobre os réus. O primeiro é sobre o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência Mauro Cid.


16h48 – Sessão retomada e Luiz Fux volta a falar.


16h39 – Igor Damasceno: “Não é legítimo que a Câmara paute anistia após o julgamento”, diz Maria do Rosário (PT-RS) no plenário da primeira Turma durante intervalo.


16h19 – Igor Damasceno: Bastidor: Dino verificava ataques digitais durante voto de Fux. Esse é um dos motivos da distração.


16h18 – Igor Damasceno: Advogados de Bolsonaro sorrindo no intervalo. Essa é a primeira expressão de alegria deles desde o primeiro voto.


16h14 – Após pedido novamente de Luiz Fux, Cristiano Zanin suspende sessão por 10 minutos.


15h59 – Janaína Camelo: Seguranças da Polícia Judicial estão de olho nos parlamentares governistas que estão no plenário. Eles frequentemente abordam os deputados, que estão sentados, pra verificar se estão filmando com o celular a tribuna com os ministros, o que não é permitido.


15h48 – Janaína Camelo: Ministro Moares volta a prestar atenção ao voto do ministro Fux. Ele parou de ler os processos no computador, colocou um chiclete na boca, rasgou uns papéis e jogou na lixeira, e agora ouve o ministro, mas com olhos no celular.


15h37 – “O Código Penal dispõe que o crime se diz tentado quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias a vontade do agente”, diz Luiz Fux.


15h33 – Fux argumenta que não há golpe de Estado sem a deposição de um governo legitimamente eleito. “Não satisfaz o núcleo do tipo penal o comportamento de turbas desordenadas ou iniciativas esparsas despidas de organização e articulação mínimas para afetar o funcionamento dos poderes constituídos”


15h24 – Ministro relembra episódios de violências nas últimas décadas no Brasil, como os black blocks, para fazer comparações aos atos golpistas do 8 de Janeiro.

“Em nenhum desses episódios houve tentativa de enquadrar os atores desses atos violentos nos crimes discutidos atualmente”.


15h23 – Igor Damasceno: Parlamentares governistas segue com gestos de reprovação às falas de Fux.

Não há parlamentares da oposição ao governo presentes no plenário.


15h16 – Fux cita o golpe de 1937 que “proibiu constitucionalmente a eleição presidencial, dissolveu o Congresso, apresentou ao país uma nova Constituição jamais ratificada e passou a governar mediante decreto de estado de emergência”.


15h13 – Igor Damasceno: Ministros aparentam não prestar atenção nas palavras de Fux, realidade diferente de ontem.


15h07 – Igor Damasceno: Bastidor: Voto de Fux não anima Bolsonaro, que segue quieto, segundo aliado.


15h – “Acampamentos, manifestações, faixas e aglomerações que consistem em manifestação política com propósitos sociais não configuram crimes eventuais”, declara o ministro.


14h47 – Luiz Fux declara que “os agentes públicos eleitos devem, por natureza, engajar-se no debate público. Esse debate, essencial para a democracia, ocorre muitas vezes por discursos inflamados”.


14h41 – “Note-se que em julgamentos de grande complexidade, entende-se que a corrpução não é só de dinheiro, mas também satisfazer desejos de qualquer natureza”, diz o ministro.


14h37 – Fux argumenta que “a ideia de igualdade pública exige ainda que direitos liberais e civis fundamentais sejam igualmente respeitados pelo processo democrático, funcionando assim como limite à atuação da decisão majoritária”.


14h28 – Victoria Abel: Enquanto julgamento ocorre, CCJ da Câmara avalia caso Carla Zambelli.

Análise de cassação de Carla Zambelli deve durar até início de novembro. Deputada ainda será ouvida em depoimento.


14h24 – Luiz Fux cita inúmeros textos de professores universitários com o tema de “Democracia”.


14h18 – Ministro fala sobre o crime de abolição do Estado Democrático de Direito.


14h16 – Sessão é retomada pelo presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, e Luiz Fux começa novamente discurso.


14h10 – Igor Damasceno: Defesa de Bolsonaro evita comentar voto de Fux. Demais advogados demonstram otimismo.


12h53 – Em acordo entre ministros, presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, suspende novamente a sessão por uma hora.


12h41 – Igor Damasceno: Palavras de Fux surpreendem os presentes no plenário. A todo momento há manifestações. Seguranças pedem silêncio.


12h31 – Ministro destaca que não há evidências nos autos de que os réus se omitiram de impedir a vandalização dos bens públicos no dia 8 de janeiro. “Pelo contrário, há evidências de que, assim que a destruição começou, tomaram medidas para evitar que o edifício do Supremo fosse invadido pelos vândalos”.


12h20 – Luiz Fux argumenta que “de acordo com esse princípio (o da subsidiariedade), um delito só pode ser considerado se não houver um crime mais grave que o absorva”.


12h14 – Igor Damasceno: Fux ouve “oohh” dos presentes no plenário, após divergir do crime organização criminosa.


12h12  Ministro recomeça analisando as acusações de dano qualificado e de dano ao patrimônio.


12h09 – Presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, reabre sessão e devolve a palavra ao ministro Luiz Fux.


12h08 – André Anelli: “Enquanto uns citam Mickey e Pateta, outros citam juristas”, diz líder da oposição, Zucco (PL-RS), ao elogiar Ministro Luiz Fux.


11h55 – Após pedido do ministro Luiz Fux, o presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, suspende sessão do julgamento por 10 minutos.


11h46 – Fux volta a ponderar o quesito da arma de fogo: “As alegações finais contêm uma única menção com arma de fogo, que não guarda relação alguma com os supostos membros da organização criminosa”.


11h43 – Ministro afirma que “a denúncia não narrou em qualquer trecho que os réus pretendiam praticar delitos reiterados de modo permanente, como exige o tipo de organização criminosa. As alegações finais do Ministério Público tampouco descreveram a permanência e a estabilidade da organização criminosa para a prática de delitos indeterminados”.

“Essa dupla incidência típica (Estado Democrático de Direito e golpe de Estado), no meu modo de ver, revelou-se equivocada”, complementa Fux.


11h42 – Luiz Fux volta a elogiar o trabalho do relator Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.


11h40 – Beatriz Manfredini: Em São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes diz que voto de Fux é “divisor de águas” e pede coração “mais amável” de ministros.


11h30 – Ministro argumenta que, de acordo com o tipo penal, é necessária a prova concreta da utilização de arma de fogo em operações das organizações criminosas para configurar crime. “É preciso que a denúncia narre e comprove efetivo emprego de arma de fogo por algum membro do grupo durante as atividades da organização criminosa”.


11h20 – Igor Damasceno: Moraes é o segundo ministro a se ausentar durante voto de Luiz Fux. Nos dois primeiros votos isso não aconteceu.

Não só os ministros, mas os presentes no plenário têm saído com frequência. Seguranças pedem menos agitação.


11h15 – “Organização criminosa deve estar estruturalmente ordenada, segundo o tipo penal da lei, com divisão de tarefas para obter vantagen ilícita, mediante infrações penais, cujas penas são superiores a quatro anos”, diz Fux.

Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã) - 10/09/2025 Ministro Luiz Fux profere seu voto no julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã). Foto: Rosinei Coutinho/STF

Ministro Luiz Fux profere seu voto no julgamento – Rosinei Coutinho/STF


11h12 – Ministro afirma que “ainda que os agentes discutam durante vários meses se devem ou não praticar determinado delito, o caso cai no âmbito da reprovação moral e social. Mas não possibilita a atuação do Direito Penal. Se os agentes finalmente decidirem praticar atos e aqueles delitos planejados, responderão de acordo com sua respectiva autoria e participação”. “Delitos indeterminados não caracterizam o crime de organização criminosa”, complementa Fux.


10h56 – Igor Damasceno: Apoiadores de Bolsonaro planejam mega vigília no fim de semana, caso ex-presidente seja condenado.


10h52 – Igor Damasceno: Dino se levanta e fica ausente do voto de Fux por mais de dez minutos. Apenas Zanin olha para Fux durante voto.


10h50 – Fux tem longa fala sobre organização criminosa: “A criminalidade organizada é uma preocupação antiga em nosso país e no mundo”.

“Os casos mais conhecidos de organização criminosa são as máfias, os cartéis, os esquadrões voltados à prática reiterada de delitos graves e indeterminados”, argumenta. “Considera-se organização criminosa associação de três ou mais pessoas, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com o objetivo de obter vantagem de qualquer natureza mediante a prática de crimes”.


10h44 – Igor Damasceno: Cumprindo acordo, ministros não interrompem voto de Fux, apesar das fortes críticas do ministro.


10h26 – “A partir do momento em que o juiz se faz mais severo do que a lei, ele se torna injusto, pois aumenta um novo castigo ao que já está prefixado”, diz o ministro.


10h25 – Luiz Fux começa a análise sobre o mérito da denúncia, primeiro sobre a organização criminosa.

“Estamos no caso de uma organização criminosa de um único crime que se prolongou no tempo”, argumenta Fux. “Diferentemente de um crime instantâneo, como o furto, que se consuma no exato momento da subtração da coisa, o crime de organização criminosa continua a ser praticado a cada dia que a estrutura persiste, com todos os seus membros agindo em conjunto”.


10h23 – Durante análise da ação penal do réu Alexandre Ramagem, ministro vota pela suspensão dos crimes imputados ao ex-diretor-geral da ABIN.


10h19 – Luiz Fux ressalta que vota para acolher o acordo de delação premiada e os benefícios propostos pela Procuradoria Geral da República.


10h16 – Igor Damasceno: Bastidor: Aliados políticos de Bolsonaro comemoram voto de Fux e veem “luz no fim do túnel”.


10h15 – Fux afirma que o Ministério Público se manifestou recentemente pelo arquivamento da delação. “Mudar de entendimento é manifestação de humildade judicial, é evoluir. O direito não é um museu de princípios, está em constante mutação”.


10h11: “Eu confesso que tive dificuldade para elaborar o voto. Em razão da disponibilização tardia de um ‘tsunami de dados’, eu acolho a preliminar de violação à garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa, reconheço a ocorrência de cerceamento e declaro a nulidade do processo”, afirma o ministro.

Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã) - 10/09/2025 Ministro Luiz Fux. Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã). Foto: Gustavo Moreno/STF

Ministro Luiz Fux – Gustavo Moreno/STF


9h58 – Luiz Fux questiona quantidade de provas enviadas às defesas dos acusados e cita o pouco tempo que elas tiveram para avaliação.

“Foi nesse contexto que as defesas alegaram cerceamento de defesa, em razão dessa disponibilidade tardia que apelidei de um ‘tsunami de dados’. Nem acreditei porque são bilhões de páginas e, apenas em 30 de abril de 2025, em menos de 20 dias foi proferida a decisão deferindo a entrega de mídias e dos materiais apreendidos”, diz o ministro.


9h56 – Victoria Abel: Motta e Alcolumbre debatem anistia, mas Casas devem manter discussões de propostas em separado.


9h48 – Ministro acolhe a preliminar sobre a incompetência da Primeira Turma em julgar o caso e a consequente nulidade de todas as decisões.


9h40 – Fux volta a manifestar opinião de que processo deveria ser julgado no plenário do STF, e não na Primeira Turma.

“Ao rebaixar a competência original do plenário para uma das duas Turmas, estaríamos silenciando vozes de ministros que poderiam exteriorizar sua forma de pensar sobre os fatos a serem julgados. A Constituição Federal não se refere às Turmas, ela se refere ao plenário e seria realmente ideal que tudo fosse julgado pelo plenário do STF com a racionalidade funcional”, complementa.


9h39 – Igor Damasceno: Parlamentares governistas e da oposição estão sentados lado a lado no plenário.

Ministros de cabeça baixa durante leitura do voto de Fux.


9h38 – “Os réus desse processo, sem nenhuma prerrogativa de foro, perderam os seus cargos muito antes do surgimento do atual entendimento. O atual entendimento é recentíssimo, desse ano”, diz Luiz Fux.

Fux conclui fala afirmando que vota pela incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar o caso da trama golpista.


9h37 – Igor Damasceno: Lula segue entregando obras durante o julgamento. Nos bastidores, o que se fala é que isso faz parte de estratégia para ganhar capital político.


9h35 – Ministro relembra que presidentes da República já foram julgados no Supremo: um em plenário e outro em segunda instância.


9h29 – Igor Damasceno: Presentes no plenário ficam inquietos após Fux abrir divergência.


9h26 – “Não estamos julgando pessoas com prerrogativas de foro. Estamos julgando pessoas que não têm prerrogativas de foro”, diz Fux.


9h24 – Ministro inicia a análise dos fatos e das provas do caso em específico, a começar pelas preliminares.


9h21 – Fux ressalta que “aqui reside a maior responsabilidade da magistratura: ter firmeza para condenar quando houver certeza e, o mais importante, ter humildade para absolver quando houver dúvida”.

“O juiz deve acompanhar a ação penal com distanciamento, não apenas por não dispor de competência investigativa ou acusatória, como também o seu necessário dever de imparcialidade”.


9h19 – “A Corte tem como papel não apenas a interpretação da Constituição, mas também conduzir ‘um processo judicial que tem por finalidade maior assegurar a cada réu a plenitude do contraditório e da ampla defesa'”, diz Luiz Fux.


9h15 – Ministro afirma que “não compete ao STF realizar um juízo político, conveniente ou inconveniente, apropriado ou inapropriado”.

Fux complementa que não se pode confundir o papel de juiz com o de um “agente político”.


9h13 – “Missão do STF é a guarda da Constituição, fundamento inabalável do Estado Democrático de Direito”, diz Fux.


9h12 – Zanin passa a palavra para o ministro Luiz Fux, que começa sua manifestação.


9h11 – Começa sessão no STF pelo presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.


9h06 – Igor Damasceno: Bolsonaro segue acompanhando o julgamento em casa. Aliados dizem que ex-presidente está abatido.


9h01 – André Anelli: “Se eu não tivesse esperança, eu não estava aqui”, diz advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi.

“Não existe participação do presidente no plano Punhal Verde e Amarelo”, afirma.


8h54 – Igor Damasceno: “Se o julgamento for jurídico, Bolsonaro será absolvido”, diz advogado aos jornalistas que estão no plenário.

“Cadê as armas?”, questiona a defesa de Bolsonaro após voto por suposta organização criminosa armada.


8h43 – André Anelli: “Luiz Fux é uma esperança jurídica em meio a um julgamento político”, diz líder da oposição Zucco (PL-RS), sobre possibilidade de divergência em voto de ministro.


8h40 – André Anelli: “Votação mais decisiva, se será 5 a 0 ou 4 a 1”, diz deputado governista Ivan Valente (PSOL-SP), sobre expectativa de voto do Ministro Luiz Fux.


8h39 – André Anelli: “Anistia vai passar no Congresso, a gente tem ampla maioria”, diz deputado oposicionista André Fernandes (PL-CE).


8h34 – Igor Damasceno: Bastidor: Aliados de Bolsonaro estimam que Fux peça vista, o que não deve acontecer.


8h33 – André Anelli: “A delação tem que ser derrubada até pra não criar um precedente de jurisprudência horroroso pro país”, diz advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, ao chegar para o 4º dia de julgamento.


8h30 – Começa aqui a cobertura da Jovem Pan do julgamento de Jair Bolsonaro no STF. Ex-presidente é acusado de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A sessão está programada para começar às 9h.