Covas: ‘Não adianta abrir o comércio se não tiver cliente vivo para ir até ele’
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), voltou a defender o fechamento do comércio de rua e as medidas de restrição à mobilidade de pessoas como forma de diminuir a velocidade do crescimento das infecções pelo novo coronavírus. Em coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (27), Covas disse que “não adianta abrir o comércio se não tiver cliente vivo para ir ao comércio”, chamando atenção para as vítimas fatais da Covid-19.
“Essa dicotomia entre economia e saúde é falsa. Parte do setor produtivo tem algumas restrições, outras não, como a indústria civil, call center, que estão a pleno vapor. Aquele que não pode abrir, pode vender online, por aplicativo, por delivery. Claro que esse é um momento de ‘perde-perde’, mas a gente está defendendo o bem principal a ser tutelado, que é a vida”, disse o prefeito.
Covas falou que quer evitar o arrependimento manifestado hoje pelo prefeito da cidade italiana de Milão, Giuseppe Sala, que no fim de fevereiro defendeu uma campanha para que a cidade não parasse seu comércio por causa do coronavírus.
Hoje, a cidade italiana soma 4.474 mortos por Covid-19. “Não dá pra fazer diferente e se arrepender lá na frente, como fez o prefeito de Milão. Essa dicotomia é falsa, é um discurso raso, apenas para criar confusão”, argumentou o prefeito de São Paulo.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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