Tarcísio terá tempo de ‘recalcular rota’ para 2026 após acenos ao bolsonarismo, dizem aliados
Pessoas próximas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, consideram que a virada mais radical à direita dada por ele no último domingo, nas manifestações de 7 de setembro, não devem prejudicar uma eventual candidatura em 2026. A leitura é que o momento era crucial para o chefe do Executivo paulista junto aos bolsonaristas, e que não fazer um gesto ao ex-presidente Jair Bolsonaro poderia custar esse eleitorado ao governador. De acordo com um aliado, pesquisas internas recentes demonstram que Tarcísio ficou muito desgastado com a base eleitoral bolsonarista nos últimos tempos. O governador, que já era visto com desconfiança por esse público, por ser trado como alguém moderado – com boa relação com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo – teve a imagem mais danificada após críticas recentes dos filhos do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.
Por isso, o aceno foi visto como importante prova de lealdade e aceno – além de forma de se firmar, de uma vez, como sucessor de Bolsonaro. Essa postura, aliada à recente articulação em Brasília pela anistia, demonstram que Tarcísio tem potencial para “comandar a direita e articular na capital federal”.
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“Falta muito tempo para eleição. Mais de um ano. Tarcísio vai ter tempo suficiente para recalcular a rota e voltar a perfil moderado, se precisar”, disse a fonte, quando questionada se Tarcísio perderia o público de “centrão” e até mesmo os empresários, setor em que tem andado bastante e feito contatos.
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