Biópsia mostra que câncer persiste, e Bruno Covas fará imunoterapia
Resultados de uma biópsia feita na semana passada e divulgados nesta quinta-feira (27) mostraram que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), continua com câncer na região dos gânglios linfáticos após uma rodada de oito sessões de quimioterapia. Agora, ele entra em uma segunda fase de tratamento contra a doença, e fará sessões de imunoterapia possivelmente pelos próximos seis meses. Com o tratamento, Covas poderá retomar todas as atividades, inclusive se reunindo a multidões.
A imunoterapia é um tipo de tratamento que começou a ser feito nos últimos 10 anos e consiste em aplicações ambulatoriais de medicamentos para fortalecer o sistema imunológico, em sessões de 30 minutos. A expectativa é que, fortalecido, o próprio organismo do prefeito combata o que restou do câncer. Segundo o oncologista Tulio Pfiffer, que faz parte da equipe que o atende no Hospital Sírio-Libanês, no centro de São Paulo, “há menos efeitos adversos” com o tratamento. Covas poderá ter fraqueza ou reações que afetem o sistema linfático, mas a maioria dos pacientes não tem efeitos colaterais.
Com essa nova etapa, o prefeito poderá “paulatinamente retomar todas as atividades”, segundo o infectologista David Uip, que coordena a equipe que atende o parlamentar. Isso inclui a possibilidade de participar de eventos públicos, o que havia sido vedado anteriormente.
A imunoterapia foi definida após uma análise molecular genética das células cancerígenas do prefeito, que são de um tipo que responde bem a esse tratamento, segundo o diretor do centro de oncologia do Sírio, Artur Katz. “O tratamento cirúrgico não foi indicado”, disse Uip, uma vez que a opção com medicação é tida como eficiente.
Covas recebeu o diagnóstico de câncer em novembro, enquanto médicos investigavam as possíveis origens para coágulos que haviam se formado em uma das pernas e migrado para o pulmão. Havia um tumor na cárdia (a área de transição entre o esôfago e o estômago), um no fígado e um em uma das glândulas linfáticas. Inicialmente, o prefeito foi submetido a três sessões de quimioterapia, e respondeu bem à medicação. Diante disso, fez mais cinco sessões, sendo que a última foi finalizada no começo deste mês.
Exames feitos após esse ciclo de tratamento mostraram que os tumores na cárdia e no fígado desapareceram, mas apontaram que uma das glândulas linfáticas ainda apresentava tamanho anormal para uma pessoa com as características dele. Na semana passada, Covas foi submetido a uma biópsia, que colheu material daquela área, e cujos resultados estão sendo apresentados nesta quinta-feira.
Reeleição
Até o momento, não há recomendação para afastamento médico do prefeito, que não se licenciou do cargo e alternou os despachos entre seu gabinete, na Prefeitura, e seu quarto no Hospital Sírio-Libanês. Os auxiliares de Covas já contabilizam cinco partidos políticos que devem compor aliança para a disputa pela reeleição, em outubro. Ele se mantém pré-candidato pelo PSDB, mas ainda não definiu nome para vice.
Caso ele se licencie até a eleição, há acordada a dança de cadeiras na Câmara Municipal da cidade. Tanto o presidente da casa, Eduardo Tuma (PSDB) quanto o primeiro vice-presidente, Milton Leite (DEM), devem disputar eleição por um novo mandato no parlamento. Desse modo, seguindo a legislação eleitoral, não podem assumir a prefeitura caso queiram se candidatar a vereador. Assim, ambos também devem se licenciar caso Covas peça o afastamento. A Prefeitura então será assumida pelo vereador Celso Jatene (PL), que não deve disputar eleição neste ano. Jatene foi secretário de Esportes e Lazer na gestão Fernando Haddad (PT).
Na imunoterapia, não há expectativa de que Covas se interne para receber o medicamento. Em dois ou três meses, segundo os médicos, ele fará uma rodada de exames para verificar se o processo está atingindo os resultados esperados.
* Com informações do Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
David de Tarso
Senival Moura, vereador do PT, é preso em operação contra presença do PCC no transporte de SP
Parlamentar estava solto desde 5 de agosto, após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ação conjunta do DEIC e do GAECO cumpriu cinco dos sete mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça
- Um ano após megaoperação com 122 mortos, 33 alvos seguem foragidos no RJ Jovem Pan · há 2 horas
- Temporais avançam pelo Brasil e chuva deve se intensificar no Sul e Sudeste Jovem Pan · há 3 horas
- Mega-Sena acumula novamente, e prêmio vai a R$ 320 milhões Agência Brasil · há 13 horas
- Morre filha do jornalista Juca Kfouri, aos 48 anos Jovem Pan · há 1 dia