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‘Destino da França’ estará em jogo no próximo voto de confiança, diz primeiro-ministro francês 

François Bayrou surpreendeu o país na última segunda-feira, ao anunciar que pedirá a confiança a um parlamento profundamente dividido, em uma tentativa de obter apoio suficiente para o seu plano de corte de gastos

Sarah Américo

François Bayrou e Emmanuel Macron
FILES-FRANCE-POLITICS-GOVERNMENT GEORGES GOBET / AFP

O primeiro-ministro da França, François Bayrou, disse neste domingo (31) que o destino do país estará em jogo na moção de confiança parlamentar que ele mesmo convocou para solucionar um bloqueio orçamentário. A votação de 8 de setembro na Assembleia Nacional não decidirá “o destino do primeiro-ministro”, e sim “o destino da França”, ressaltou Bayrou, em entrevista a quatro canais de notícias. O primeiro-ministro centrista surpreendeu o país na última segunda-feira, ao anunciar que pedirá a confiança a um parlamento profundamente dividido, em uma tentativa de obter apoio suficiente para o seu plano de corte de gastos. Os partidos da oposição avisaram que não vão apoiá-lo.

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“Os próximos dias serão cruciais”, afirmou Bayrou, 74 anos, em entrevista à emissora pública France Info e às emissoras privadas LCI, BFMTV e Cnews. O líder socialista Olivier Faure reiterou neste domingo que a decisão do partido de votar contra o governo Bayrou é definitiva. “A única coisa que espero que ele faça agora é dizer adeus.” A extrema direita, a esquerda radical e os ecologistas haviam anunciado previamente sua rejeição.

Bayrou ressaltou que é preciso fazer sacrifícios para garantir o futuro da França e reduzir a dívida do país. Seu objetivo é obter apoio ao seu plano de economia orçamentária de quase 44 bilhões de euros (279,8 bilhões de reais). O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou nesta semana “total apoio” à iniciativa de Bayrou, sexto primeiro-ministro desde que ele assumiu a Presidência, em 2017.

A eventual queda do governo aprofundaria a instabilidade política crônica que prevalece desde que Macron dissolveu a Assembleia Nacional, em junho de 2024, e convocou eleições legislativas antecipadas. As eleições resultaram em uma câmara dividida em três blocos: esquerda, macronistas e conservadores aliados, e extrema direita.

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