Terremoto de 7,4 deixa pelo menos 40 mortos e prédios danificados na Colômbia
Um forte terremoto de 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) e foi sentido com intensidade em grandes cidades como Bogotá e Cali. Pelo menos 40 pessoas morreram em Pereira, 2 Quebradas e La Virina, segundo o portal local El Espectador, citando fontes oficiais.
O epicentro do terremoto registrado por volta das 7h34 (hora local) ocorreu a cinco quilômetros a leste de San José del Palmar, em Chocó (oeste), e atingiu uma profundidade de 107 quilômetros, conforme informou o Serviço Geológico da Colômbia e dos Estados Unidos em um relatório preliminar. Não foi emitido um alerta de tsunami.
A governadora de Chocó, Nubia Córdoba, declarou nas redes sociais que em Quibdó, capital do departamento, houve “feridos” e “danos graves nas edificações”.
“Acabamos de passar por um grave evento sísmico no departamento de Chocó. Estamos preocupados com as réplicas. Embora o epicentro tenha sido San José del Palmar, na capital Quibdó há feridos e graves danos nas construções. Já estamos realizando a avaliação dos danos para emitir o primeiro relatório oficial”Nubia Córdoba, governadora de Chocó
O prefeito de Cali, terceira maior cidade da Colômbia, Alejandro Eder, relatou, por sua vez, “impactos graves” que estão sendo monitorados com drones.
Meios de comunicação locais divulgaram imagens de fachadas de prédios que desabaram. Em Bogotá, os edifícios foram evacuados, observaram jornalistas da AFP. Várias pessoas de pijama foram para as ruas em meio ao barulho das sirenes.
O terremoto foi sentido com mais força no oeste do país e também foi percebido em Quito, no Equador, e no Panamá.
Em 24 de junho, um duplo terremoto de magnitudes 7,2 e 7,5 causou mais de 6.000 mortes e deixou um cenário de destruição na vizinha Venezuela.
Ações do governo federal
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, informou que assumiu “a liderança” após o terremoto. “Ordenei a instalação de um Posto de Comando Unificado para coordenar a assistência aos danos e às vítimas”, afirmou.
Além disso, de la Espriella solicitou à Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD) um relatório detalhado sobre a situação e as necessidades mais urgentes. “Também estarei pessoalmente em Pereira para acompanhar as pessoas afetadas e verificar a resposta do governo”, afirmou.
A Autoridade Marítima colombiana descartou, por enquanto, a ameaça de um tsunami na costa, conforme informou a UNGRD, que garantiu estar em contato com as autoridades regionais e entidades do Sistema Nacional de Gestão de Riscos de Desastres para verificar “possíveis impactos”.
*Com informações da AFP e do Estadão Conteúdo