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Polônia afirma que Rússia ‘não é invencível’ antes de cúpula de Trump e Putin no Alasca

Em mensagem nas redes sociais, o presidente Karol Nawrocki lembrou da Batalha de Varsóvia, que faz 105 anos nesta sexta, quando os poloneses detiveram o Exército Vermelho em seu avanço em direção à Europa

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Presidente da Polônia, Karol Nawrocki
Polish Armed Forces Day celebrations in Warsaw EFE/EPA/RAFAL GUZ POLAND OUT

O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, e o primeiro-ministro do país, Donald Tusk, afirmaram nesta sexta-feira (15) que a Rússia não é “invencível”, poucas horas antes de começar, no Alasca, a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. “15 de agosto é um bom dia para dialogar com os russos sobre guerra e paz. No mesmo dia, há 105 anos, durante a Batalha de Varsóvia, os poloneses detiveram o Exército Vermelho em seu avanço em direção à Europa. Felizmente, não sabíamos que a Rússia era invencível e a vencemos. A paz é alcançada pela força, e nada mais”, escreveu Tusk em uma mensagem publicada na rede social X.

O chefe do governo polonês se referiu ao episódio histórico lembrado nesta sexta-feira para marcar o 105º aniversário da Batalha de Varsóvia, quando os poloneses detiveram o Exército Vermelho em seu avanço em direção à Europa nos portões da capital da Polônia, um evento conhecido como “Milagre do Vístula”. Nawrocki também fez alusão em sua conta no X ao aniversário daquela que lembrou como a “grande vitória”, e destacou como as forças polonesas repeliram “com sucesso a marcha do Exército Vermelho em direção ao oeste, protegendo a Europa de uma revolução comunista”.

“Por séculos, o imperialismo russo tem sido uma ameaça mortal para nossa liberdade. A tradição política polonesa ensina que o expansionismo russo se baseia em um legado de despotismo interno, no qual o único homem livre é o próprio governante”, declarou Nawrocki. “Mas precisamente porque o despotismo russo é inimigo da liberdade, o imperialismo russo só pode ser derrotado por meio de uma aliança de povos livres”, acrescentou o chefe de Estado polonês, que garantiu que seu país nunca se renderá ao “imperialismo russo”. “É por isso que apoiamos a Ucrânia na defesa de sua liberdade: para que a Europa volte a ser unida, livre e em paz. A Rússia não é imparável. A Rússia não é invencível”, completou.

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Tusk também classificou o encontro de hoje no Alasca como uma “grande disputa diplomática, um reflexo da disputa militar na frente ucraniana”, e estabeleceu uma comparação entre a luta da Ucrânia e a travada entre a Polônia e a Rússia em 1920. Além disso, salientou que “a lição mais importante do passado e do presente” é a necessidade de que os poloneses e a Europa estejam “unidos diante das ameaças que novamente surgiram do Leste”.

 

*Com informações da EFE

Publicado por Nícolas Robert

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