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Tarcísio diz que Brasil ‘não aguenta mais Lula’ e defende ‘trocar piloto’ para melhorar o país

De acordo com o governador de São Paulo, as soluções para o problema fiscal são reforma orçamentária, desvinculação de receita, desindexação e reforma de benefícios tributários

Nátaly Tenório

Tarcísio de Freitas durante 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio, no Sheraton WTC São Paulo Hotel, na capital paulista
Tarcísio de Freitas durante 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio, no Sheraton WTC São Paulo Hotel, na capital paulista LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta quarta-feira (13) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante fórum com governadores promovido pelo Banco BTG Pactual. Segundo Tarcísio, pior do que a “crise fiscal” enfrentada pelo país é a atual “crise moral”. O governador ainda defendeu que, para o Brasil melhorar, “é só trocar o piloto que o carro é bom pra caramba”.

“Nós estamos há 40 anos discutindo a mesma pessoa. O Brasil não aguenta mais excesso de gasto. O Brasil não aguenta mais, não tolera mais aumento de imposto. O Brasil não aguenta mais corrupção. O Brasil não aguenta mais o PT. O Brasil não aguenta mais o Lula”, afirmou Tarcísio. “É preciso falar dessa safra de governadores. Nós não precisamos mais da mentalidade atrasada, da mentalidade de 20 anos atrás”, acrescentou o governador, cotado para ser candidato a presidente da República com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível.

De acordo com o governador de São Paulo, as soluções para o problema fiscal do Brasil são reforma orçamentária, desvinculação de receita, desindexação e reforma de benefícios tributários. Tarcísio citou como empecilhos a “rigidez” orçamentária, a ineficiência na alocação de recursos e a baixa qualidade do gasto.

Tarcísio utilizou a sua gestão como exemplo, ressaltando a desestatização da Companhia de Saneamento Básico, a Sabesp, e sugeriu que o governo federal “inventa despesas” e “joga dinheiro fora”. O governador também criticou o que chamou de “picuinhas” internas, como o debate sobre emendas parlamentares e o discurso tributário do governo Lula de ricos contra pobres.

“Tem um problema das emendas etc. Estamos falando de quanto? Uma discussão de R$ 40 a R$ 50 bilhões, no universo de quê? R$ 3,35 trilhões? E gastamos energia com isso por conta de um orçamento absolutamente vinculado”, continuou. “O mundo está de portas abertas para o Brasil, e nós, aqui, andando numa ciranda e discutindo picuinha”, disse.

E acrescentou: “A gente não fortalece o fraco, enfraquecendo o forte. A gente não fortalece o empregado, enfraquecendo o empregador. A gente não pode promover a divisão. Se a gente ajustar as alavancas direitinho, a gente vai dar um salto. Vamos caminhar em direção à nossa vocação que é ser grande”, afirmou. “A gente já fez grandes coisas, é só trocar o piloto que o carro é bom pra caramba”, reforçou.

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), também estiveram presentes ao evento e fizeram críticas ao governo federal. Caiado, mais enfaticamente, chamou Lula de “inconsequente” e “irresponsável”. O goiano disse ainda que o petista está numa briga com o presidente norte-americano, Donald Trump, e que os governadores não podem “pagar” por isso, em referência ao tarifaço.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

Publicado por Nátaly Tenório