Temporal alaga ruas, arrasta carros e causa transtornos em cidades da Baixada Santista
A forte chuva que atingiu a Baixada Santista nesta quarta-feira (6) provocou alagamentos em diversas cidades da região, com destaque para Santos, que registrou em apenas 12 horas o triplo da média histórica de chuvas para todo o mês de agosto. Segundo a Defesa Civil estadual, o acumulado chegou a 121 mm — o previsto para o mês era de 40,3 mm, representando um volume 202,5% acima da média.
Em Santos, o temporal começou ainda na madrugada e deixou várias vias intransitáveis, como os canais 1, 2, 3 e 4, além das avenidas Francisco Glicério, Nossa Senhora de Fátima e Rangel Pestana. A força da enxurrada arrastou carros, invadiu garagens e espalhou lixo pelas ruas — agravando o problema, já que trabalhadores da limpeza urbana estão em greve. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pediu que os moradores não saiam de casa, pois “praticamente todas as principais vias estão interditadas por alagamentos”. Escolas, centros esportivos e outros serviços tiveram atividades suspensas.
Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), choveu 119,2 mm em Santos nas últimas seis horas — valor próximo à média total do mês, de 122,2 mm. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta de perigo potencial para chuvas e ventos intensos, válido até às 18h desta quarta-feira.
Outras cidades
- Guarujá: acumulou 100 mm de chuva e está em estado de atenção. Ruas ficaram alagadas, mas não há registro de vítimas.
- São Vicente: registrou 23,2 mm. Há alagamentos transitáveis em ao menos sete locais, segundo a prefeitura.
- Praia Grande: registrou 62 mm nas últimas 24 horas, mas não houve ocorrências graves.
- Cubatão: bairros como Vale Verde e Vila Nova tiveram alagamentos, mas a água escoou em sua maioria.
- Itanhaém: registrou 61,1 mm de chuva sem ocorrências relevantes.
- Bertioga e Peruíbe: chuvas mais brandas, sem registros de danos ou desabrigados.
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Equipes da Defesa Civil, CET e da Prodesan atuam em campo para monitorar riscos, desobstruir grelhas e recolher os resíduos acumulados. Até o momento, não há registros de vítimas nem desabrigados.
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Publicado por Felipe Dantas
*Reportagem produzida com auxílio de IA