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Política

Gleisi Hoffmann afirma que sanções impostas pelos EUA não passam de uma chantagem de Trump

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais ainda afirmou que as recentes ações do presidente americano atingem a economia, setores de exportação e avançam ainda contra o Pix e a própria democracia

Nátaly Tenório

Gleisi
LULA E NÍSIA TRINDADE INOVAÇÃO DE VACINAS TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou nesta terça-feira (5) que as sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil carecem de qualquer justificativa técnica ou comercial. Segundo a ministra, trata-se de uma medida de cunho político, que configura uma tentativa de chantagem com o objetivo explícito de interferir em um processo judicial em andamento no país.

Ela comentou ainda que o movimento mais afrontoso dos EUA envolve as retaliações agressivas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial o ministro Alexandre de Moraes, por causa da sua atuação em defesa das instituições democráticas. “Esses ataques configuram coerção no curso do devido processo legal, agressão ao Supremo Tribunal Federal e a soberania do poder justificado no Brasil”, disse ela, durante a abertura da 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, no Palácio Itamaraty.

Gleisi comentou que as sanções de ameaça por parte dos EUA atingem a economia, setores de exportação e avançam ainda contra o PIX, a regulamentação das plataformas digitais no país e a própria democracia. “Uma democracia não pode se submeter aos desígnios pessoais e ilegais de quem quer que seja. E um país soberano não pode se render ao arbítrio do estrangeiro em detrimento da nacionalidade A defesa da soberania nacional e a defesa da democracia caminham juntas, portanto, neste momento histórico”, afirmou a ministra.

Ela reiterou que o governo federal vem preparando medidas para proteger a economia, as empresas exportadoras, os trabalhadores e as famílias. “Vários conselheiros e conselheiras aqui presentes participaram dos primeiros debates e devem seguir contribuindo no amadurecimento das respostas necessárias”, disse.

A ministra avaliou ainda que o Conselhão tornou-se uma expressão da participação social no atual governo. A extinção da instituição, segundo ela, foi um dos gestos autoritários do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Na reunião desta terça, o Conselhão entrega ao presidente Lula outros resultados de seus grupos de trabalho, sendo eles: a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância; o Portfólio de Investimentos classificados como parte da transformação ecológica;o programa Amazônia Mais Digital; o Conselho Consultivo para a Transformação Digital, que toma posse nesta mesma data; o programa Arco da Dignidade da População Negra; e as propostas do Grupo de Trabalho para a redução do spread bancário.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

Publicado por Nátaly Tenório