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Entusiasta da Lei Rouanet, secretário de Cultura de SP critica gestão negligente de governos do PT

Sérgio Sá Leitão concedeu entrevista exclusiva ao comentarista da Jovem Pan, Alexandre Borges

Marina Ogawa

O secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, defendeu uma análise mais cautelosa dos impactos do teto da nova Lei Rouanet. No mês passado, o Governo Federal limitou em R$ 1 milhão o financiamento para cada projeto do setor.

Sérgio Sá Leitão, reconheceu que algumas exceções estabelecidas pela lei foram pertinentes, mas lembrou que o custo de restauro é muito alto.

Em entrevista exclusiva ao comentarista da Jovem Pan, Alexandre Borges, o atual secretário e ex-ministro da Cultura, mencionou três projetos de restauração, que variam de R$ 40 a R$ 160 milhões: “são projetos realmente caros e aí R$ 1 milhão não funciona para todas as áreas, mas o Governo incluiu algumas exceções. A gente tem que pagar para ver. Se problemas acontecerem, que o Governo esteja aberto a aperfeiçoamentos”.

A Lei de Incentivo à Cultura foi um mecanismo criado pelo Governo Federal para substituir a Lei Rouanet.

O secretário Sérgio Sá Leitão se disse entusiasta da antiga legislação, mas afirmou que a gestão negligente dos governos petistas permitiu o acúmulo de 25 mil projetos sem análise de contas.

A eficiência da gestão de museus e programas de incentivo foi um ponto defendido pelo secretário. De acordo com Sérgio Sá Leitão, diversas tragédias envolvendo museus poderiam ter sido evitadas se houvesse participação da iniciativa privada: “esse modelo 100% estatal é modelo falido. A capacidade de investimento do Estado vem diminuindo ano a ano”.

Além da gestão, o secretário Estadual da Cultura disse que está realizando iniciativas de prevenção a incêndios e o reforço da segurança, inclusive para evitar roubos.

O ex-ministro ainda lembrou que o governo do Estado conseguiu recursos para a restauração do museu do Ipiranga ao abrir espaço para o setor privado. O governador João Doria captou R$ 160 milhões e deve finalizar as obras a tempo do bicentenário da Independência, no ano de 2022.

*Informações da repórter Nanny Cox