‘É possível ser conservador e defender direitos humanos’, diz Roberto Cabrini
O jornalista Roberto Cabrini esteve no estúdio do Morning Show nesta quinta-feira (25) para conversar com a bancada sobre o jornalismo atual e o partidarismo presente em todas as esferas do país.
“É possível ser conversador e ao mesmo tempo defender os direitos humanos. Diretos humanos não pertencem à esquerda ou direita, é um direito generalizado da humanidade. Isso é um desvio de raciocínio que aconteceu no Brasil colocando a defesa dos direitos humanos como inerente à esquerda. Você precisa analisar o direito das pessoas sem partidarizar”, disse Cabrini.
Questionado sobre a imparcialidade na imprensa, o apresentador do “Conexão Repórter” é categórico ao afirmar que a imparcialidade precisa vir com diversos lados de um mesmo assunto.
“Haverá imparcialidade desde que tenha direito do contraditório. Toda crítica tem uma outra visão. O que precisamos nesse momento é falar menos de Olavo de Carvalho e mais sobre como fazer a reforma da Previdência, por exemplo. Ficamos perdendo tempo com alegorias que não conduzem a nada”, declarou.
Especialista em reportagens perigosas, desde cobertura de guerras a entrevistas dentro de penitenciárias com grande criminosos, Cabrini contou que criou estratégias para reduzir os riscos.
“Eu não sou amante da adrenalina, mas descobri que o medo não me paralisa. Eu notei que em momentos como esses eu me concentro muito mais. Principalmente no início da minha carreira, eu me arriscava muito mais, não tinha medo de nada. Mas os anos de profissão me ensinaram a ser mais estratégico”.
Cabrini relembrou as coberturas clássicas como do caso PC Farias, na era Collor, e da morte de Ayrton Senna, a qual ele noticiou ao vivo na época. “Foi sem dúvida um dos momentos mais desafiadores da minha carreira. Eu tinha um relacionamento muito próximo com o Senna e o admirava muito, tivemos grandes momentos de amizade. (…) Eu sempre me emociono com essa história”.
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