Associação orienta que procuradores deixem cargos que ocupavam de forma voluntária
O fim do pagamento do chamado auxílio-moradia, negociado no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal em troca de reajuste de cerca de 16% nos próprios salários, já começa a repercutir no Ministério Público Federal.
A Associação Nacional dos Procuradores da República negou que uma coisa tenha relação com outra, mas todos os associados foram convocados a entregar cargos, atividades e funções extras que até então eram classificadas como atividades voluntárias dos procuradores.
Eles cobram a chamada simetria entre o Ministério Público e os membros do Poder Judiciário que tiveram o reajuste no ano passado.
A associação alegou que a diferença salarial é injusta e tira a atratividade da carreira. Segundo a associação, as funções voluntárias que os procuradores não querem mais fazer são remuneradas em outras carreiras. E ressaltou ainda que as fórmulas de gratificação usadas no Judiciário são perfeitamente aplicáveis ao MPF, e já foram analisadas e aprovadas pelo Tribunal de Contas da União.
A Procuradoria-Geral da República apresentou uma proposta alternativa de compensação financeira que foi rejeitada pela categoria, que não concorda com os termos propostas pela atual direção.
*Informações da repórter Luciana Verdolin
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