Caso Ghosn: Nissan inclui Brasil nas investigações do ex-presidente da montadora
A Nissan incluiu o Brasil nas investigações do ex-presidente Carlos Ghosn. A montadora japonesa também ampliou a análise da conduta o executivo nos Estados Unidos e na Índia.
No Brasil, os focos são pagamentos considerados excessivos para os serviços de guarda-costas. O advogado de Ghosn, Motonari Otsuru, não comentou as informações.
A Nissan informou que sua investigação interna descobriu evidência substancial e convincente de “má conduta” por Ghosn e que seu escopo está se expandindo.
A empresa examina outras decisões de revendedores em vários países, em particular, o papel do executivo na decisão de 2008, quando ele escolheu a Hover Automotive India como parceira da Nissan para marketing, vendas, pós-venda e desenvolvimento de revendedores no país, já que a TVS já teria sido escolhida pela gerência da Nissan, quando Ghosn teria pessoalmente feito pressão para a Hover, que em 2012 virou exclusiva da Nissan na Índia, apesar de relativa inexperiência na distribuição de veículos.
Ghosn está preso desde o dia 19 de novembro, após ser reconhecido internacionalmente pela presidência da Renault, e ser acusado de esconder parte de sua renda do fisco japonês para pagar menos impostos.
Nesta, o brasileiro foi também acusado de violação de confiança, por ter transferido perdas de investimento pessoal no valor de 17 milhões de dólares para a Nissan. Em sua primeira aparição pública, ele declarou inocência em tribunal dizendo que nunca recebeu uma compensação não divulgada e que a Nissan não sofreu nenhuma perda devido a uma transferência temporária de um contrato pessoal de câmbio.
No Japão é improvável que Ghosn receba fiança e o executivo deve seguir detido até o julgamento, e seu julgamento pode não começar antes de seis meses.
*Informações do repórter Marcelo Mattos
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