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MP Eleitoral pede inelegibilidade de Luiz Marinho por suposto uso de influenciadores em campanha

O Ministério Público Eleitoral em São Paulo entrou na Justiça Eleitoral nesta terça-feira (18) com ação de investigação contra Luiz Marinho (PT), candidato ao governo paulista nas eleições de 2018. Segundo o MP, a campanha teria usado influenciadores pagos para postar mensagens favoráveis a Marinho nas redes sociais. Além de Marinho, também é alvo de […]

Marina Ogawa

O Ministério Público Eleitoral em São Paulo entrou na Justiça Eleitoral nesta terça-feira (18) com ação de investigação contra Luiz Marinho (PT), candidato ao governo paulista nas eleições de 2018. Segundo o MP, a campanha teria usado influenciadores pagos para postar mensagens favoráveis a Marinho nas redes sociais.

Além de Marinho, também é alvo de investigação a vice-candidata dele, a professora Ana Bock, e empresas de publicidade na internet. De acordo com o Ministério Público, o candidato pode ficar até 8 anos inelegível se condenado.

A denúncia do MP aponta que uma agência de publicidade e uma empresa, ambas com sede em Minas Gerais, “arregimentaram donos de perfis em redes sociais, selecionados pelo número de seguidores e alta atividade (chamados influenciadores digitais), para elaborar e promover postagens com temáticas pré-definidas favoráveis a determinados candidatos” do PT.

Para isso, os influenciadores digitais receberam “pagamentos em dinheiro, definido com base no número de postagens e no alcance de compartilhamentos”.

Até mesmo chegou a ser desenvolvido um aplicativo de celular que ajudava na divulgação.

No Estado de São Paulo, os supostos influenciadores foram contratados para publicar comentários e notícias favoráveis ao candidato, como se fossem mensagens espontâneas. Pela legislação eleitoral tal prática é irregular e pode configurar uso indevido dos meios de comunicação social.

A assessoria de Luiz Marinho que “a empresa alvo de investigação ofereceu o serviço à campanha que, após teste, optou por não contratá-la”.

*Informações do repórter Fernando Martins