Fundo Amazônia destina recursos para combate a incêndios em biomas não amazônicos
Os recursos do Fundo Amazônia serão utilizados pela primeira vez para ações de combate a incêndios em biomas que não pertencem à Amazônia, como o Cerrado e o Pantanal. O governo de Lula está planejando destinar R$ 150 milhões a cinco estados, incluindo Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Piauí e o Distrito Federal, por meio do “Projeto Manejo Integrado do Fogo”. Atualmente, um pedido de financiamento foi encaminhado ao BNDES e está em fase de análise. Desde a sua criação em 2008, o fundo nunca havia sido utilizado para iniciativas fora da Amazônia Legal. Em 2024, as queimadas no Brasil cobriram uma área de 592,6 mil km², sendo que o Cerrado foi responsável por 242 mil km² e o Pantanal por 27 mil km². Com a COP30 marcada para novembro em Belém, o governo está adotando medidas para enfrentar o aumento das queimadas. Entre janeiro e maio de 2024, o Brasil registrou 30,8 mil km² de área queimada, o que representa o segundo pior resultado em 22 anos. Essa situação alarmante reforça a urgência de ações efetivas.
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Os recursos do fundo serão utilizados para a aquisição de equipamentos e insumos que apoiarão brigadistas, mas não serão destinados ao pagamento de mão de obra. Os estados que fazem parte do projeto foram responsáveis por 17% dos focos de calor em 2024, com Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí se destacando nesse cenário. O prazo estipulado para a aplicação dos recursos é de 24 meses. Embora o Fundo Amazônia já tenha financiado ações fora da Amazônia, essas iniciativas não estavam relacionadas a queimadas. O novo projeto prevê a compra de mais de 2.000 equipamentos para fortalecer as estruturas de combate a incêndios.A diretora do BNDES ressaltou que o fogo se tornou um instrumento de desmatamento, e a utilização do Fundo Amazônia para essas ações é tanto legal quanto necessária. Atualmente, o fundo conta com R$ 4,112 bilhões, dos quais R$ 1,924 bilhão já foi desembolsado para diversas iniciativas.
reportagem publicada por Patrícia Costa
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*Reportagem produzida com auxílio de IA