Lula diz ter tido uma ‘conversa forte’ com Macron sobre acordo UE-Mercosul
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (1), que vai consagrar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia antes de deixar a presidência do bloco sul-americano, no qual vai passar a comandar nesta semana. A declaração foi na cerimônia de lançamento do Plano Safra 2025/2026, no Palácio do Planalto. Lula disse ainda que teve uma “conversa forte” com o presidente da França, Emmanuel Macron, porque o líder francês se posicionou contrariamente a assinatura do acordo. O petista declarou que respondeu a ele que a agricultura do Brasil não compete com a francesa. “Eu disse a ele: ‘Macron, por que você não fechar o acordo entre o Mercosul com a União Europeia? A nossa agricultura não é competitiva com a sua. Nós somos da agricultura complementar, você não disputa com o nosso agronegócio. É abrir seu coração para o Brasil”, disse Lula nesta terça.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
O presidente disse também que pretende se reunir com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, na próxima terça-feira (8). Os dois países fazem parte do Brics, cuja cúpula vai se reunir no Rio, a partir do domingo (6). Os detalhes do Plano Safra 2025/2026 foram antecipados mais cedo pelo governo. Serão destinados R$ 516,2 bilhões para as linhas de financiamento voltadas aos médios e grandes agricultores, 1,5% mais que na temporada passada. O Plano Safra 2025/26 contará também com reforço das linhas dolarizadas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como antecipou o Broadcast Agro. Ao todo, serão R$ 18 bilhões em recursos de linhas do BNDES, sendo R$ 14,4 bilhões em linhas dolarizadas para custeio e investimento a juros entre 8,5% ao ano e 9% ao ano.
Publicado por Luisa Cardoso
*Com informações do Estadão Conteúdo
[jp-related-posts ids=”2006365,2006396″]