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David de Tarso

PF e MP-SP miram quadrilha que escondia haxixe em eletrodomésticos vendidos pela internet

Grupo enviava drogas do Sul do país para São Paulo em fogões, fornos elétricos, cooktops e bebedouros

David de Tarso

Polícia Federal
Polícia Federal Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, deflagraram a Operação Yellow Code para desarticular um grupo criminoso suspeito de traficar haxixe escondido em eletrodomésticos e outros produtos comercializados pela internet.

A quadrilha utilizava mercadorias aparentemente comuns, como fornos elétricos, fogões, cooktops e bebedouros, para ocultar grandes quantidades de drogas. Os carregamentos eram enviados do Sul do país para destinatários na capital paulista e em cidades da Região Metropolitana de São Paulo.

A investigação começou depois que uma plataforma de comércio digital identificou um forte odor de entorpecentes em encomendas e acionou as autoridades. Antes de compartilhar as informações com a polícia, a empresa realizou uma apuração preliminar que contribuiu para a identificação do esquema.

Mandados em seis cidades

Nesta fase da operação, são cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem em São Paulo, São Caetano do Sul e Praia Grande, no estado paulista, além de Pinhais e Foz do Iguaçu, no Paraná, e Palhoça, em Santa Catarina.

A operação também prevê o bloqueio de bens e valores vinculados a 19 pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Investigação começou após denúncias sobre encomendas

O inquérito foi instaurado em setembro de 2025, após informações indicarem que moradores do bairro de Americanópolis, na zona sul da capital paulista, recebiam os produtos desde 2024.

Segundo a apuração, as encomendas continham drogas escondidas em mercadorias que, à primeira vista, não levantavam suspeitas. O uso de produtos vendidos pela internet permitia ao grupo utilizar o fluxo de entregas comerciais para transportar os entorpecentes entre estados.

Polícia busca identificar outros envolvidos

Com o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal e o Ministério Público pretendem analisar documentos, celulares e computadores apreendidos para identificar possíveis outros integrantes da organização criminosa.

Os investigadores também buscam dimensionar o volume de drogas transportado e calcular quanto dinheiro o grupo teria arrecadado com a atividade criminosa ao longo do período investigado.

A principal modalidade de tráfico identificada até o momento é a de haxixe, derivado da cannabis. A investigação continua para esclarecer a extensão do esquema e a participação de cada suspeito.

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