Na ONU, Zelensky relaciona paz global a poderio militar e diz que segurança não existe sem aliados

Mandatário afirmou que a Ucrânia não teve outra escolha ‘a não ser lutar de volta’, inclusive com a construção própria de drones, e anunciou que o país decidiu que passará a exportar armas ‘testadas em uma guerra real’

  • Por Jovem Pan
  • 24/09/2025 11h50 - Atualizado em 24/09/2025 11h52
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Spencer Platt/Getty Images/AFP Volodymyr Zelensky na ONU 'Mesmo se uma nação quer paz, ainda precisa produzir ou comprar armas', disse Zelensky em discurso na Assembleia Geral da ONU

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou nesta quarta-feira (24) que a busca pela paz no atual cenário global está inevitavelmente ligada ao poder militar e a posse de armas. “Mesmo se uma nação quer paz, ainda precisa produzir ou comprar armas. É péssimo, mas é a realidade”, disse em discurso na Assembleia Geral da ONU, acrescentando que não há garantias de segurança para países sem “aliados poderosos”.

Zelensky reiterou que ainda não foi possível alcançar um cessar-fogo porque “os russos recusam um acordo” e questionou: “até quando nossos reféns serão mantidos sob guarda da Rússia?”. Ele lembrou que drones russos chegaram a invadir o espaço aéreo polonês e que a Estônia convocou o Conselho de Segurança após sofrer violação semelhante.

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Segundo o presidente, “armas decidem quem sobreviverá”, mas o desenvolvimento tecnológico vem superando a capacidade de defesa dos países. Ele alertou que o mundo vive “a mais destrutiva guerra armamentista da história”, com o uso de inteligência artificial (IA) em armamentos, e defendeu a criação de regras globais sobre o tema. Zelensky afirmou que a Ucrânia não teve outra escolha “a não ser lutar de volta”, inclusive com a construção própria de drones, e anunciou que o país decidiu que passará a exportar armas “testadas em uma guerra real”.

Responsabilizando exclusivamente Moscou pela guerra, Zelensky disse que parar a ofensiva do presidente russo Vladimir Putin agora é “mais barato do que nos defender” e acusou o líder russo de buscar expandir o conflito. Ele concluiu relatando que teve uma “ótima reunião” com o líder americano, Donald Trump, ontem e afirmou acreditar que, com o apoio da Europa e dos EUA, “podemos colocar um fim nisso”.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Carol Santos

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