Abertura da Copa com três expulsões valeu pelo melhor personagem: o lendário Estádio Azteca
Finalmente a bola rolou na Copa e ainda mais em um palco histórico do futebol. É sempre bom ver o estádio que consagrou Pelé, em 1970, e Maradona, em 1986, tomado por milhares de pessoas apaixonadas por futebol. As câmeras de TV não se cansavam de focalizar os mexicanos aplaudindo e até chorando de emoção no Azteca. A todo momento eles faziam a “ola” ou onda, surgida nas arquibancadas há 40 anos, em 1986, na segunda vez em que o país recebeu a competição.
O primeiro jogo do mundial de 2026 foi fraco tecnicamente, talvez um prenúncio do padrão de um torneio inchado como esse e com seleções medianas ou sem tradição nenhuma de futebol, como Haiti, Congo e Jordânia. Confesso que esperava mais da África do Sul. Já os donos da casa se doaram, correram e aproveitaram as chances ao balançar as redes com Quiñones e Jiménez, um em cada tempo.
O árbitro Wilton Sampaio expulsou dois jogadores africanos e um mexicano, algo que nunca tinha ocorrido em um duelo de abertura de Copa. O brasileiro foi muito contestado e virou meme nas redes sociais por causa do inglês macarrônico ao explicar uma das decisões que tomou no gramado. Do lado de fora do Azteca, não faltaram protestos com manifestantes e polícia entrando em confronto.
Na segunda partida da Copa, em Guadalajara, também no México e pelo mesmo grupo, eu não esperava muita coisa da Tchéquia (antiga República Tcheca), mas a equipe europeia levou um vareio de bola da Coreia do Sul no segundo tempo. A etapa inicial foi muito fraca, mas os últimos quarenta e cinco minutos valeram o espetáculo. Ao estilo oriental, com muita correria e toque de bola, a equipe virou o jogo, 2 a 1. O gol de empate foi uma pintura e é digno de estar na lista dos maiores da Copa. Hwang In-beon limpou um adversário e o goleiro e, com uma cavadinha, jogou a bola para o fundo das redes.
Nesta sexta-feira, estreiam os demais anfitriões. Pelo grupo B, o Canadá vai enfrentar a Bósnia, às 16h (horário de Brasília), e pela chave D tem Estados Unidos e Paraguai, às 22h.
Uma nota triste desta quinta-feira, foi a morte de Hércules Brito Ruas, zagueiro icônico da seleção brasileira que conquistou o tricampeonato em 1970, no México. Aos 87 anos, ele estava internado no Rio de Janeiro por causa de uma pneumonia. O ex-jogador foi considerado o mais bem preparado fisicamente naquele mundial e fez dupla com Piazza. Brito marcou época em inúmeros clubes, como Vasco, Flamengo e Corinthians. Que o Brasil o homenageie, neste sábado, com uma grande vitória na estreia.
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