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Superlotação nos presídios brasileiros atinge maior nível desde 2019

Sistema prisional ganhou cerca de 800 vagas em seis meses, enquanto população carcerária aumentou em aproximadamente 58 mil pessoas, segundo dados do CNJ

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Presídio federal de Mossoró
Presídio federal de Mossoró JOSÉ ALDENIR/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

A superlotação do sistema prisional brasileiro voltou a crescer e atingiu o maior patamar desde 2019, de acordo com dados do Geopresídios, plataforma do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Atualmente, o Brasil possui cerca de 784 mil pessoas presas distribuídas em mais de 1.800 unidades prisionais. Em dezembro do ano passado, a população carcerária era de aproximadamente 726 mil detentos, o que representa um aumento de cerca de 58 mil pessoas em apenas seis meses.

No mesmo período, foram criadas cerca de 800 novas vagas no sistema. Hoje, o país conta com aproximadamente 484 mil vagas, número insuficiente para atender à demanda atual. Como resultado, a taxa de ocupação dos presídios chegou a 160%, o maior índice registrado desde 2019, quando alcançou 166%.

O tema ganhou destaque após a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, da proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Caso a medida avance no Congresso e seja aprovada, adolescentes de 16 e 17 anos poderiam passar a cumprir pena no sistema prisional comum, o que, segundo especialistas e parlamentares envolvidos no debate, pode ampliar ainda mais a pressão sobre a estrutura carcerária.

A proposta ainda deverá ser analisada por uma comissão especial da Câmara antes de seguir para votação em plenário.

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